A revolução digital traz mais do que formas inéditas de comunicação, interação e informação. Novas oportunidades de fazer negócio surgem a todo instante mas, como são essas oportunidades? Como gerar valor ao seu negócio ou maximizar lucros utilizando a WEB 2.0?
Algumas empresas já estão mostrando que o uso da internet traz sim resultados surpreendentes. A Urban Store loja online de acessórios e equipamentos para skate, deve faturar R$1,5 milhão neste ano. O public alvo: jovens entre 12 e 24 anos que já nasceram com a internet. O que faltava para o negócio deslanchar? Uma forma de comunicação com seus potenciais consumidores. A saída estava na WEB. Além de investir em links patrocinados e em sites de skate a empresa criou uma comunidade no orkut rede social mais utilizada no Brasil (hoje a comunidade está com 572 membros) em entrevista para a Pequenas Empresas Grandes Negócios os donos comentaram: “O Orkut é uma das melhores ferramentas para interagir com nosso publico. Colocamos uma lista com as marcas que vendemos, o link para o nosso site, avisamos sempre sobre as promoções e as novidades que chegam à loja e fazemos enquete. Tudo sem custo, só investindo tempo. No início do ano,os donos resolveram ir além e compraram no Orkut um banner, usando sistema similar ao dos links patrocinados — eles compram termos como “skate” e “cultura urbana” e o anúncio aparece em todos os perfis e comunidades que incluam a palavra. A empresa paga em média 10 e 20 centavos toda vez que alguém clica no banner. E ganham mais 700 visitas mensais à loja além das 1500 visitas vindas da comunidade.
A empresa cresceu 40% em relação a 2007 e metade disso é resultado do investimento em links patrocinados e no orkut. O uso das redes sociais dá ao consumidor o que ele quer, como já comentado no post sobre comportamento do consumidor na WEB veja aqui.
Outro exemplo de uso da WEB vem da Doural empresa que possui mais de 60 mil itens de utilidade doméstica. A empresa já possui um sitevoltado a WEB 2.0 que representa 15% das vendas além disso, a Doural criou um Bloge o site Doural Gourmet com o objetivo de atrair consumidores que gostam de gastronomia, neles o próprio dono escreve sobre as vantagens e utilidades dos produtos que oferece e garante, quando uma pessoa se interessa por alguma coisa no blog, acaba indo para o site ou para a loja da Doural. O blog já recebe sete mil visitas por mês e muitas pessoas ja chegam nas lojas solicitando algum produto que viram no blog.
Alem disso, a Doural utiliza o Twitter (segunda rede social mais acessada no Brasil) para divulgar todas as ações que faz na internet e avisar os clientes sobre promoções relâmpago. Em entrevista para a PEGN uma cliente da Doural diz: “O Twitter me avisa e, se me interessar, eu entro no site. Já comprei uma panela, que era lançamento, e também utensílios de cozinha que estavam na promoção.”
Esses são apenas alguns exemplos de como a WEB possui inúmeras oportunidades para seu negócio seja ele novo ou já existente. Eaí, o que voce pode fazer na sua empresa? Postem suas dúvidas e comentários!
Sabiam que temos apenas 5% de consciência sobre o porque dos nossos pensamentos? Quando se trata de pesquisa de mercado para montar uma nova campanha publicitária, ou entender o que o cliente pensa sobre alguma marca/produto etc, o método atual utilizado é a aplicação de questionários e focus groups. Ora, se não temos consciência de porque pensamos o que pensamos, o resultado desses questionários são inúteis! Pois baseiam-se em apenas 5% da realidade.
Algumas mudanças vêm ocorrendo nesse campo, o Dr Gerald Zaltman é criador da técnica ZMET (Zaltman Metaphor Elicitation Technique) que vem sendo utilizada por empresas líderes de mercado presentes em mais de 20 países ao redor do mundo. A técnica surge suprindo ao apontamento do que gestores vem dizendo a vários anos, as organizações precisam ser orientadas para o consumidor, e focadas no mercado. Alcançar esse objetivo não é nada fácil pois exige-se uma profunda compreensão dos atuais e potenciais consumidores do produto. O diferencial desse método está justamente na forma como se faz para conhecer esse cliente.
Segundo Zaltman os consumidores não verbalizam os reais motivos de suas decisões de compra. É preciso ultrapassar o cérebro verbal e chegar ao cérebro metafórico e para fazer isso, o aplicador pede a um grupo de pessoas que coletem algumas imagens que remetam a alguma idéia, por exemplo, vamos supor que façamos uma pesquisa de mercado para criar uma propaganda de desodorantes e que desejamos ligar a idéia de liberdade e refrescancia á marca. Sendo assim, seria pedido aos entrevistados que buscassem imagens que remetessem a esses idéias. Ao fazer isso, migramos do hemisfério esquerdo do cérebro (verbal) para o hemisfério direito, o do inconsciente, dessa forma encontramos os estímulos inconscientes dos clientes, que determinam os porquês de suas escolhas.
Encontrei esse site no blog da update or die e achei sensacional! Ele mapeia tudo o que encontra sobre você na rede combinando dados seus espalhados por ai e monta sua ‘identidade na web’. Faz parte do MIT Media Lab’s “Metropath(olgies)”. Experimentem digitar ‘Jose Sarney’ hahaha.
Você, internauta, já percebeu como são suas necessidades? Hoje somos insaciáveis por informações no processo ‘just-in-time’ de fabricação. Gostamos de saber sobre outras pessoas, produtos, eventos, política, cultura.. somos obcecados por informações em tempo real, busca em tempo real, opiniões em tempo real, comparações de preço em tempo real, notícias em tempo real, conversas em tempo real, notícias de transito em tempo real e muito mais! Somos a geração do ‘aqui e agora’, vivemos em uma sociedade imediatista em todos os aspectos.
O Twitter tem feito um grande trabalho nesse aspecto, com ele, podemos ter notícias sobre o que está acontecendo no mundo a través de ‘palavras mais ditas’ em tempo real. Pelo twitter temos a inédita possibilidade de saber em tempo real o que o mundo está pensando, fazendo, protestando, a favor e contra, revendo, comprando, sentindo, participando, viajando para, doando para, fofocando, pedindo, odiando, vestindo, assistindo, lendo, comendo, ouvindo etc.
O que considero interessante nesse aspecto é que essas informações em sua grande maioria não partem de organizações/empresas mas sim de Pessoas! São pessoas gerando conteúdo para outras pessoas! A web já disponibiliza aplicativos que agregam essas informações em uma plataforma de fácil utilização, algumas delas:
Almost.at – Um aplicativo online que agrega notícias de sites como Twitter, Flickr, YouTube, em tempo real. O site, em seguida, verifica para o usuário tags de mensagens que parecem estar realmente testemunhando um evento ao vivo, assim os posts futuros do usuário serão colocas em destaque nos resultados de pesquisa.
Collecta – Afirma ser um dos mais rápidos real-time motores de busca na web, reunindo fotos, vídeos, atualizações de status, tweets, artigos de notícias, e entradas de blog como esses itens são destacados.
Google Wave – Permite aos usuários criar e editar rich-media ondas ‘em tempo real, com mudanças visíveis imediatamente para todos os participantes
Happn.in – Coleta e agrega as frases mais populares usadas no Twitter em um raio de 20 quilômetros das maiores cidades do mundo.
Trendsmap – Um mapa interativo do mundo “que exibe atualmente tendendo tópicos no Twitter, apresentando tweets recentes e links para cada tópico.
Gil Giardelli disse em seu blog “Neste exato momento você, constrói uma nova sociedade dos sonhos, com uma nova economia criativa, consumo consciente e capitalismo solidário. Você achou que era apenas produção de video, artigos e comentários. Errou! Releia a antitese do egoísmo de Adam Smith, em Slidesahre.net, com conteúdoacadêmico grátis para todos. Reaprenda a obra de Maquiavel, em Flick.com que contraria interesses privados em favor do bem maior. Em Del.icio.us, você faz e outro repete como Galileo Galilei. Aterrise em Cervantes e DomQuixote, que nos mostrou a lucidez da loucura e a incoveniência da verdade no Second Life. Renegue lutero e sua maxima de não pagar entradas para o céu, no zappo.com com seu lema “se você não encontrou aqui, nós iremos ajuda-lo a encontrar em outro lugar.” Releia o amor e a poesia de Marcel Proust, em Librarythings.com, que com 12 meses de lançamento, tem 15 milhões de livros catalogados. Alguns com direitos reservados, mas não todos. Raciocine como Einstein, que disse que tudo depende do ponto de vista! Dos 100 clips mais acessados do Youtube.com, apenas dois foram produzidos por alguma agência de comunicação, e lembre-se que 1/3 de toda audiência na Internet Americana passa por lá. Ou seja, uma geração mais influenciada pelo youtube.com do que pela CNN.” “
Os muitos exemplos acima mostram que é hora de cairmos na real, vivemos uma ruptura, um novo momento, uma revolução. A internet já mudou a forma como vivemos, compramos, interagimos e pensamos e a questão chave é que a convergência dessas novas tecnologias estão com uma força tão grande que as empresas não possuem outra alternativa a não ser modificar suas formas de pensar sobre a conversação com seus clientes, inovação, vendas, marketing…
Outra consequência da Revolução da internet, da explosão do mobile, das redes sociais e de todo o emaranhado de novas tecnologias e plataformas que envolvem a era pontocom é uma completa mudança no modo como as empresas venderão seus produtos e pensarão em sua publicidade. O Nielsen Global OnlineConsumer Survey apresentou um estudo com 25.000 consumidores online de 50 paises e veja o que foi constatado:
“Recomendações de conhecimentos pessoais e opiniões publicadas pelos consumidores on-line são as formas mais confiáveis de publicidade a nível mundial. A pesquisa da Nielsen mostra que 90% dos consumidores online a nível mundial procuram recomendações de pessoas que conhecem antes de comprar, e 70% dos consumidores confiam opiniões postadas on-line..”
As pessoas já não acreditam 100% no que as empresas falam. O cyber-cliente quer confiança no produto e na compra. Estudos mostram que a melhor forma de passar essa confiança é por meio de recomendações de outros cyber-clientes. Com as recomendações o consumidor se sente no controle, sabe os fatos, os atrasos, o que é verdade e o que não é, escuta recomendações positivas e negativas sobre o produto e assim decide se vai comprar ou não.
Trata-se de uma fase de transição, o processo de decisão de compra das pessoas mudou radicalmente. Hoje dificilmente encontramos pessoas que não pesquisam na internet sobre qualquer coisa que queiram comprar antes de decidir. Quando online, esses cyberclientes possuem acesso a milhões de outros consumidores que já compraram ou pensam em comprar o mesmo produto por um meio gigantesco de canais como Redes Sociais, fóruns, sites de vendas que disponibilizam recomendações, twitter etc. Mas o que já existe na web nesse aspecto? No que isso afeta a economia da sua empresa?
1.6 bilhoes de pessoas estão agora online, e muitas delas já estão online a anos. Essas pessoas conhecem vários canais na internet e escutam, falam e trocam opiniões sobre os produtos que consomem e desejam. As empresas precisam pensar: O que está sendo dito sobre meu produto/marca? O que as pessoas pensam sobre a minha empresa? O que já existe sobre meu produto nas redes sociais e na web?
Veja como algumas empresas e aplicativos estão se adpatando a essa realidade..
O ShoutIT permite que o internauta divulgue em seu facebook, twitter ou delicious suas recomendações e opinioes de produtos, essas recomendações sao compartilhadas com outras pessoas que utilizam o mesmo aplicativo e podem ser consultadas a qualquer momento.
A TripAdvisor,, que possui cerca de 25 milhões opiniões e pareceres sobre mais de 490.000 hotéis e atrações e atrai + de 25 milhões de visitantes mensais, no início deste ano assinou acordos com syndication VisitBritain.com, easyJet Holidays e sua irmã site Hotels.com.
Com isso, o site de viagens Raveable agora fornece uma visão abrangente dos hotéis nos Estados Unidos agregando e resumindo mais de 35 milhões de opiniões de mais de 55.000 hotéis dos EUA. Antes de escolher um hotel, as pessoas agora podem ver o que outras pessoas que já se hospderam lá tem a dizer.
No Reino Unido o serviço de compras com base de comparação Shopzilla uniu-se com o PowerReviews.com, um fornecedor de opiniões de clientes, com análises de produtos para adicionar ao serviço de comparação de preços. É a opinião dos outros cyber-clientes influenciando e agregando valor à compra junto á comparação de preços.
O Bazaarvoice recentemente assinou um acordo com os retalhistas britânicos Debenhams e Asda para incluir opiniões de clientes em seus sites.
Outro formato mais atraente para comentários são os vídeos. Um vídeo revelador e bem feito diz mais do que 1.000 fotos. Com a proliferação de telefones videocam, incluindo o novo iPhone 3GS da Apple, que inclui a funcionalidade de vídeo, marcação de geo e facilidade de upload para o YouTube, o vídeo-reviews tende a decolar.
Diante de tudo isso eu pergunto. Eaí, vai ficar parado?
Cada vez mais me interesso pelo mundo digital, era pontocom, cyber-espiritualismo como diz meu amigo Gil Giardelli,
O twitter está gerando uma revolução na forma como as empresas se relacionam com seus clientes, e é também uma das aplicações mais utilizadas em mobile’s mas como exatamente está sendo esse relacionamento? Eis alguns exemplos de empresas inovadoras:
Essas empresas estão mostrando que as regras estão mudando, estamos vivendo a era do Capitalismo criativo. A democracia das redes sociais obriga as empresas a aderir uma nova forma de relacionamento, uma nova visão do cliente, o cliente agora tem o poder. Mas não para por ai, o twitter é o aplicativo mais utilizado por em Mobile’s, hoje parece que o mundo acordou para a telefonia móvel, saiu na HSM que o presidente do Google disse que o futuro da humanidade é o serviço no celular, o atual presidente dos Estados Unidos Barack Obama usou serviços móveis, do SMS ao twitter, para fortalecer sua campanha política.
Duvida? Veja o que já existe:
Shopsavvy – Perfimite o usuário a scanear qualquer código de barras com a câmera do celular, e depois, procura em um banco on-line com mais de 20.000 empresas locais onde o produto está sendo vendido pelo menor preço. Depois que o melhor preço é encontrado, voce tem a opção de comprar on-line ou usar o celular como GPS no google maps para te mostrar o melhor caminho para chegar a loja. Revolucionário?
Californian SnapTell – Meio milhão de pessoas já baixaram esse aplicativo, esse programa permite que o usuário tire a foto de um determinado produto, envie para a WEB e busque recomendações e melhores preços para ele, já existem mais de 1,5 milhões de produtos cadastrados e recomendados.
A Amazon lançou o Android mobile application – Com ele o usuário pode pesquisar o código de barras do produto e depois o celular procura na Amazon pelo mesmo produto e oferece uma lista com melhores preços, se o preço for menor, o usuário pode efetuar a compra pelo próprio celular.
Com o Shazam o usuário pode identificar uma música gravando um pequeno trecho da música com seu celular, o aplicativo usa ‘tags’ para encontrar o nome da música e do artista e depois permite a pessoa comprar a música em alguns sites. Mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo utilizam esse serviço.
ColorSnap é um aplicativo grátis desenvolvido pela Sherwin-Williams, a pessoa tira uma foto com seu iphone e o programa procura em um banco de mais de 1.500 cores da Sherwin-Williams qual a cor da foto. Depois a cor e suas informações são enviadas para o celular da pessoa e um link de ‘Compre’ aparece caso o usuário queira comprar a tinta.
Esses são apenas alguns exemplos do que está acontecendo, essas tendências trazem novos desafios para todas as empresas, já imaginou o impacto em suas vendas quando clientes que estão 24horas on-line entrarem em sua loja pesquisando informações de preço/qualidade do seu produto enquanto caminham tirando fotos e pesquisando opiniões de milhões de usuários on-line? Clientes que quando são mal atendidos digitam ‘twittam’ em seus celulares e centenas de pessoas no mesmo instante leêm a experiência do cliente com sua loja. Clientes que querem qualidade, satisfação, inovação e preços baixos. Como você vai se preparar? Bem vindo a era da internet.
A lista das tecnologias TOP que a firma de consultoria identificou:
1. Virtualização: Permite baixar os custos de armazenamento ao eliminar cópias de arquivos.
2. Computação nas nuvens (cloud computing): A internet como plataforma de software e como fornecedor de infraestrutura de armazenamento e processamento tem vantagens poderosas: custo menor, escalabilidade e elastisidade.
3. Computing Fabrics: O Usuario compra os recursos fisicos de que necessita – processadores, memória, periféricos -, interconecta-os, como elos de uma cadeia que podem ser recombinados segundo a necessidade. Adeus ás limitações dos servidores autossuficientes.
4. Arquitetura web: Ambiente ágil, interoperável e escalável, cuja flexibilidade e a padronização gerarão novas soluções para empresas.
5. Aplicações web híbridas (ou mashups): Permitem combinar serviços e capacidades de fontas múltiplas, dentro e fora da empresa, com rapidez.
6. Sistema especializado: O proprietário do servidor instala o software para que realize seu objetivo.
7. Software social e redes sociais: Uma plataforma social para as empresas não permanecerem mudas em um diálogo no qual sua voz deve ser ouvida.
8. Comunicações unificadas: Tecnologias de vídeo, voz, redes e armazenamento continuam se integrando. Maior concentração de operadores.
9. Business Intelligence (BI): Aumenta a eficácia dos gestores na hora de fazer cerscer ou transformar a empresa.
10. TI “verde”: Porque o rigor regulamentar aumenta e o condiciona, por exemplo, a construção de data centers.
Encontrei na rede um relatório elaborado pela Razorfish que fala sobre a influência das mídias digitais no marketing e nas organizações. Achei muita coisa interessante vou compartilhar!.
Não adianta mais fugir. Hoje a audiência da sua empresa pode pular sua propaganda utilizando um aparelho DVR. Eles estão falando sobre seus produtos e serviços no Twitter, falando sobre você no Facebook, procurando você no Google. Em um mundo conectado por mídias sociais que estão fora do seu controle e inovam a cada dia apresentando novas maneiras de interagir e se comunicar, tudo o que importa é o que seu cliente fala e pensa sobre sua marca – o valor da sua marca, em 140 caracteres ou menos. Estão falando bem? Estão falando mal? Ou não estão falando nada?
O fato é: o que você e os funcionários da sua empresa dizem sobre sua marca ou produto importa muito menos do que o que seus clientes falam sobre ela na rede. E o que importa para eles é o que sua marca realmente FAZ.
Seu produto os satisfaz? O seu serviço os incomoda? Você é uma novidade? É útil e fácil, ou chato e difícil? Esqueça os banners engraçados e o comercial bombástico de TV – o que sua empresa FAZ por seus clientes? Esse deve ser o foco. Não adianta mais apenas criar mensagens, as empresas hoje precisam saber fazer algo.
Hoje os consumidores digitais estão o tempo todo integrando novas mídias sociais, isso trouxe o chamado ‘Social Influence Marketing’ ou Marketing de Influencia Digital. As pessoas passaram a influenciar uma as outras na ‘rede’.
Nas pesquisas realizadas no relatório Razorfish, foi constatado que:
19% trocam recomendações em redes on-line de semana em semana, 8% de dias em dias, 2% diariamente, 42% de meses em meses e 29% nunca trocam recomendações on-line.
Nesse contexto, podemos observar que 71% dos entrevistados utilizam a web para buscar informações sobre produtos e serviços e também trocar recomendações . Logo, são diretamente influenciados por elas. Acredito que ja seja suficiente para responder a pergunta. Fique atento, a web está ai! =)
O Professor do MIT Sloan School of Management Arnoldo C. Hax apresentou a pouco tempo o seu chamado ”Modelo Delta”, o modelo fala sobre a importância de se colocar o cliente no centro para a busca de diferenciação e valor e os perigos que uma organização corre ao imitar sua concorrência ao invés de focar em criar algo diferente.
Quantas organizações nós encontramos com algo substancialmente diferente? Querem um exemplo? A empresa southeast airlines foi uma das mais citadas no fórum mundial de liderança como exemplo de empresa que investe no desenvolvimento dos seus funcionários e por consequência, gera diferenciação da concorrência, vejam na prática:
Ao invés de se prender a IDÊNTICA forma de apresentar as saídas de emergência e medidas a serem tomadas em casos de emergência das companias aéreas, a southeast airlines não copiou, conseguiu inovar e criar uma experiência com o cliente! Fantástico não?
O que tiramos disso é: As empresas podem ao invés de tomar como objetivo vencer o adversário, criar estratégias focadas no cliente. Por melhor que seja a concorrência a chave é não imitá-la mas criar algo ORIGINAL, o segredo é a diferenciação, é isso que vai levar sua empresa a uma posição de sucesso.
O que me incomoda é ver que este conceito não apresenta nada de novo, a Teoria do Oceano azul, as estratégias de Porter, as disciplinas de Peter Senge, as idéias do Tom Peters, todos passam a mensagem sobre foco no cliente, diferenciação etc.. se é assim PORQUE AINDA NÃO INOVAMOS? Convido a todos que leram esse post a darem sua sugestão: Porque não encontramos tantas empresas que buscam esses diferenciais mesmo com tantas informações concretas sobre os benefícios de investir em inovação?.
Na minha opinião, as empresas não criam pela simples questão de ser mais fácil não ousar, é fácil permanecer na zona de conforto, diferenciar-se é difícil. Exige coragem, ousadia, planejamento, ação e é isso que nos leva a chegar nesses diferenciais.
Atualmente vivemos em ambientes complexos que exigem gestão permanente de nossas capacidades pessoais. A flexibilidade, velocidade e a capacidade de alinhar comportamentos são requisitos fundamentais para um modelo de relacionamento efetivo, relacionamento esse necessário para se manter a vantagem competitiva. A complexidade do mundo atual, cada vê mais globalizado, onde a competição é acirrada e as organizações buscam qualidade total e liderança empresarial trouxe a compreensão de que a questão do desempenho está ligada inicialmente ao modo como as pessoas se percebem, percebem a própria história e suas relações. Pensar em desenvolvimento significou então, pensar em revitalizar a organização, apartir da capacitação das pessoas em conversações e na criação de espaços de aprendizagem. Tal capacitação é hoje chamada de “ontológica’’, porque mais que um aprender a fazer, antes pressupõe um aprender a ser. Marcondes (1999) afirma que, uma empresa possui cultura da mudança quando os colaboradores são estimulados, permanentemente, a adotar novos comportamentos, mudar paradigmas, introduzir inovações e correr riscos conscientes, porque se sentem seguros de que, caso falhem ou fracassem, isso não será motivo para serem excluídos, humilhados ou rejeitados. Os erros são vistos como espaços de aprendizagem. As empresas que quiserem cultivar a cultura da mudança tão necessária á sobrevivência no mercado globalizado de hoje terão de se adaptar, é aí que entra o papel do líder e do coach.
Nos próximos post`s falarei sobre o Líder e suas principais características e sobre o que é o Coach e seu papel nas organizações.
Hoje encontrei no blog da hsm, algumas dicas de como fazer uma boa apresentação. Elas podem ser utilizadas em palestras, apresentações, trabalhos etc. Se voce quer impressionar com uma ótima apresentação basta seguir essas 10 regras formatadoras.
Não despeje o conteúdo simplesmente.
Sonhe um sonho grande ou mostre algo realmente novo – ou ainda algo que você nunca compartilhou antes.
Revele sua curiosidade e sua paixão.
Conte uma história.
Comente à vontade sobre o que outros falam, trazendo à tona concordâncias e controvérsias.
Não se apegue muito ao ego. Mostre vulnerabilidade, exiba (use) seus fracassos tanto quanto seu sucesso.
Não venda nada no palco: nem sua empresa, nem produtos, nem livros. Nem peça dinheiro.
Lembre-se o tempo todo de que rir (e provocar risos) é bom.
Guy Kawasaki evangelizador da Aplle nos anos 80 e autor do livro A arte do começo nos fala que se realmente desejamos ser um empreendedor de sucesso o primeiro ponto a nos preocupar é a razão de você estar criando esse negócio. A melhor razão para iniciar uma empresa é trazer sentido, mudar o mundo para melhor de alguma forma que te traga felicidade. Você pode ser significante fundamentalmente de 3 maneiras:
Aumentar a qualidade de vida
Fazer certo algo que está errado
Prevenir o fim de algo bom
Muitas vezes os empreendedores acham que todos querem somente ganhar dinheiro. As empresas que fazem sucesso nascem por um propósito e não para ganhar dinheiro. Se você inicia apenas com esse objetivo, você vai atrair o tipo errado de funcionários, e pior, não vai conseguir inspira-los e motiva-los a ponto de tornalos diferenciais competitivos para sua organização. Quando você fala que tem uma empresa para ganhar dinheiro você atrai MBA’s e consultores e não existem duas pessoas piores para iniciar uma empresa do que MBA’s e consultores. Além disso, você atrai pessoas sem sonhos, que estão ali apenas para ganhar seu salário e não possuem compromisso algum com o objetivo maior da empresa (uma vez que esse é somente o lucro).
O segundo ponto é criar um mantra para sua organização, as pessoas acham que devem criar uma missão da seguinte forma: Você passa dois dias fora com uma equipe de executivos e um facilitador, no primeiro dia você cria um destes times multifuncionais e o facilitador diz, tudo bem uma pessoa de cada time vem para frente, o resto do pessoal fica por traz dela, vire, feche os olhos e caia no braço do outro porque nós vamos criar confiança. Então depois de um dia dessa baboseira no segundo dia vocês vão para uma sala com um monte de papéis e um facilitador que não sabe nada sobre sua indústria e depois de mais um dia pensando você sai com uma missão inútil, muito longa e não memorável. Você não precisa disso, você precisa de um MANTRA, 3 ou 4 palavras, um mantra. Não esqueça que o mantra é para os funcionários, qual a razão de trabalhar aqui?
Li um artigo do Rogério Campos Meira diretor executivo da Academia Tecnológica de Sistemas de Gestão, ele defende que se existe uma característica fundamental para que um micro e pequeno empresário tenha sucesso, é a ousadia. Ainda sobre a ousadia, Rogério comenta que esses profissionais, pela própria condição que se encontram, precisam dessa qualidade para começar um negócio, inovar e investir na qualidade de seus produtos e serviços de forma a serem competitivos no mercado em que estão inseridos.
É por conta desses desafios que um sistema de gestão eficaz se faz tão necessário. Possuir um sistema que garanta a qualidade dos serviços e dos produtos é fundamental, porém os empresários ainda possuem a crença de que a implementação de um sistema de gestão é penozo e traz pouco retorno a empresa. Estão erados.
Então vamos la, como implementar um sistema de gestão em uma pequena empresa? Segundo Rogério existem 7 passos fundamentais:
1. Planejamento: É o primeiro passo a ser seguido, nesta etapa o empresário deve determinar os rumos dos seus projetos, ou seja, metas e métodos a serem seguidos para que se alcance o sucesso. Esse processo não deve ser encarado como perca de tempo, pelo contrário, é a construção do planejamento que possibilitará a previsão de diversos cenários e possíveis problemas.
2. Capacitação: A capacitação de seus funcionários é de extrema importância, eles são seu maior capital, a parte mais importante de sua impresa e são capazes de oferecer um verdadeiro diferencial competitivo depedendo da forma como são gerenciados. É muito importante para o funcionamento do planejamento, que seus funcionários entendam o sistema de gestão da empresa, quanto a isso Rogério fala “invista em comunicação e conscientização interna, assim, sua equipe poderá entender o Sistema de Gestão que a organização segue e o que ela espera dele”.
3. Disciplina: Você ja conseguiu fazer alguma coisa realmente boa sem disciplina? Acredito que não. Na sua empresa não seria diferente, é fundamental que seus funcionários estejam motivados e envolvidos a cumprir o Sistema de Gestão vigente, a disciplina é um ponto crítico para o sucesso de qualquer projeto tanto pessoal, quanto profissional. Além disso, o planejamento só poderá ser cumprido se todos desenvolverem suas funções previamente estabelecidas.
4. Investimento: Não adianta nada seus funcionários estarem motivados e seu sistema de gestão impecável se sua equipe não possuir os meios necessários para realizar suas tarefas com excelência. “Um trabalho bem feito exige um conjunto de recursos e não um ou outro item qualquer, mesmo que o orçamento de sua micro e pequena empresa seja enxuto, procure bem e tenta ao máximo encontrar bons produtos e preços acessíveis”.
5. Produtividade: Devemos constantemente fazer as seguintes perguntas: como meus funcionários usam seu tempo de trabalho? Será que algo esta os distraindo, tirando-lhes o foco? A partir de então passe a tomar iniciativas a fim de resolver os problemas de queda de atenção e produtividade.
6. Comprometimento da gerência: Não há dúvidas de que quando o líder, gerente, dono etc está também empenhado no negócio faz com que a equipe se comprometa mais e fique mais motivada. “Um bom líder incentiva seus colaboradores, dialoga com eles, mostra-se acessível. Não deixe de comemorar conquistas e icentivar o crescimento de seus funcionários”.
7. Análise e Melhoria de Processos: Um bom empresário é aquele que entende todo o processo de construção e todas as etapas que o levaram ao sucesso. Dessa forma ele aprende muito, pois com certeza, nesse caminho, houveram vários erros que, no futuro, servirão como experiência.
Tenho algumas dicas para os leitores que já possuem uma micro e pequena empresa ou pensam em abrir uma, o SEBRAE disponibiliza gratuitamente (e com direito a certificado) alguns cursos on-line que podem ajudar em várias fases do processo de criação de um Sistema de Gestão eficiente. Segue alguns para que deem uma olhada, já fiz todos e recomendo!
http://ipgn.iea.com.br/ – IPGN, monte seu plano de negócios e nesse processo, construa toda a fase de planejamento da sua empresa.
http://educacao.sebrae.com.br/ – Elabore um sistema de gestão de vendas, treine seus funcionários com métodos eficazes de atendimento e vendas com a ajuda do curso Como Vender Mais e Melhor
http://educacao.sebrae.com.br/ – D-Olho na Qualidade, curso que ensina a prática de descarte, organização, limpeza, higene e ordem mantida afim de implementá-lo na organização. Muito bom para manter a qualidade dos produtos e serviços da sua empresa.
Gosto dos pensamentos do Tom Peters, ele diz o seguinte, “por acaso, acredito que todas as inovações vêm não das pesquisas de mercado ou de grupos de foco criteriosamente formados, mas de pessoas que estão “P”da vida” também acredito nisso, quando você não se conforma de verdade com alguma coisa e possui espírito empreendedor você vai lá e faz, simples, alguém não se conformou com os recadinhos espalhados pela mesa foi lá e criou os “post it” . Em contrapartida os perdedores focam 4 objetivos:
1) Minimizar riscos
2) Apoiar o Chefe.
3) Respeitar a cadeia de comando.
4) Fazer orçamento.
Ainda no livro do Tom Peters ele diz: “Quem já não ouviu pessoas dizendo que o certo é sempre seguir as ordems, apoiar sem reivindicar, sempre minimizar riscos? Então eu peço para que peguem o livro de história da filha de 8 anos e selecionem 50 nomes, depois peço que retirem todos os idiotas: Adolf Hitler etc, e olhem o resto, alguns seriam Jefferson, Washinton, Einstein, Newton, Picasso, Ghandi. Alguém dessa lista “minimizou risco?” É claro que não estou falando em nos tornarmos anarquistas dentro das organizações, mas que hoje o mercado vai valorizar o profissional que possui uma forma de observar as situações de forma diferenciada, um coach pode ajudar muito nesse processo. O futuro são pessoas capazes de vizualizar as situações de forma macro e raciocinar a melhor escolha para se atingir o objetivo, pessoas emocionalmente maduras com distinções e competências que potencializarão seu poder criativo e a qualidade de suas conversações trazendo grandes benefícios para a organização.
Acredito que a chave é ficar “P” da vida, descobrir que tipo de empreendimento ou serviço nos deixaria apaixonados, pirados e P da vida. “P” da vida por não funcionar direito, não existir ou por não ser nosso, por que não? “P” da vida por estar em uma situação X e esperar por Y, depois é encontrar um propósito maior nisso e fazer o que precisa ser feito. Quando ficamos “P” da vida nos dedicamos mais, lutamos mais e também fica mais emocionante.
Deixo também uma frase de um dos meus livros favoritos: “Todos vivemos para ser aquilo que acreditamos, e todos nos tornaremos aquilo pelo que nos tornarmos incorruptíveis”.
Sabem porque temos idéias quando estamos tomando banho? Como fazer para ter certeza que uma idéia é boa? Assim foi a palestra da Martha Gabriel CIO da New Media Developers na web expo fórum, inovadora, divertida e com uma enorme gama de reflexões, insights, críticas e sugestões. Em sua palestra foi apresentado, entre outras coisas, como podemos fazer para inovar. Segundo Martha a inovação nasce de um processo sistêmico que funciona da seguinte forma:
Observação – Fase em que observamos as condições, pessoas, problemas, recursos em fim, analisamos o ambiente. Para nascer uma idéia é fundamental a observação minuciosa de tudo o que pode envolver direta e indiretamente a idéia.
Interação – Diz respeito a toda interação feita com o ambiente observado e também com outras pessoas, conversas, trocas de informações. Esse processo também é fundamental para a próxima etapa.
“Estalo” – É quando uma idéia aparece, é a hora em que juntamos informações e pelo que tudo indica foi criada uma nova idéia.
Patrocínio – Nessa parte a idéia criada no estalo precisa ser validada por outras pessoas, organizações etc, é quando a idéia passa a ser aceita.
Formatação – Dar corpo a idéia, formalizar, deixar mais clara.
Relevância – Nessa fase, colocamos a idéia a prova, fazemos testes, questionamos, depois dessa fase a idéia passa a fazer sentido.
Aprofundamento – A última fase, diz respeito a transformação da idéia em produto.
Além de como funciona o processo da inovação, ela explicou quais são os fatores que inibem esse processo, alguns deles são:
Rótulo – Possuir uma visão pré-determinada e inflexível da situação/problema/pessoa.
Riscos – Medo de correr riscos.
Ego – Deixar de experimentar com medo de perder, sair da zona de conforto.
Dinheiro – Dar valor muito alto ao aspecto financeiro da idéia. (O dinheiro não é fator limitante de uma idéia verdadeiramente boa)
Ambiente – Quando o ambiente de trabalho ou que utilizamos para pensar não é propício no ponto de vista de desestimular, abalar etc.
Percebam a importância da rede quando analisamos esse processo, é nítido o quanto a utilização da internet pode potencializar nossa capacidade de produção de novas idéias pois, praticamente todos os processos podem ser feitos via web com a contribuição de centenas de pessoas de forma inimaginável alguns anos atrás. A revolução digital trará uma nova era da economia, a economia Criativa, a era da revolução individual, a humanidade 5.0 como Gil Giardelli apresenta em sua palestra, mas esse é o assunto do próximo post.
Começou hoje!! A primeira palestra já foi uma enxurrada de novidades. Começamos com Cézar Taurion da IBM frizando que esse novo cenário (mudanças, globalização, tecnologia, informatização, humanidade 5.0) faz com que a inovação seja primordial para o sucesso de qualquer negócio e que faz parte de uma atividade social, também salientou que a WEB é hoje a melhor forma para criar todo esse ambiente de inovação que as empresas precisam pois permite formar e discutir idéias de formas nunca vistas antes pela humanidade (A IBM já faz isso, possui vários programas internos que incentivam o relacionamento das pessoas fora dos organogramas comuns das empresas hierarquizadas). Logo depois tivemos 20 minutos de insight com Ricardo Cavalini consultor da área de marketing, o que mais me chamou atencão em sua palestra foram as notícias, ACORDEM! Os esteriótipos mudaram! E não só na geração Y mas também em nossas vovós (ou vai dizer que não notaram nada de diferente?) Hoje no brasil são mais de 60 milhões de Brasileiros com acesso a internet e precisamos modificar nossa visão de que internet é só internet, não é só isso, é DIGITAL! Mundo digital, vida digital, (REVOLUCAO DIGITAL) Tudo será impactado pelo digital (literalmente.) ele passou tambem um site onde disponibiliza um de seus livros (www.depoisdeamanha.com.br), depois ainda tivemos mais 2 palestras interessantíssimas com a Martha Gabriel e meu amigo Gil Giardeli mas depois eu posto sobre elas pois já esta começando outra que não posso perder. Abraços!
ps: Tem um stand da Brasil Telecom aqui, ela já não deixou de existir com a compra da Oi? Vai entender..
“Não acho necessário endurecer. Essa tática é oriunda do tempo em que se comparava estratégia de negócio com estratégia de guerra. Uma bobagem! O que é necessário é desenvolver a visão comum, o consenso de um propósito. O comprometimento é proporcional ao senso do rumo, ao sonho coletivo. Quando o sonho não é coletivo, aí precisa endurecer para enquadrar. Mas quando o sonho é bem sonhado e o senso de propósito é comum, precisa é de inteligência, criatividade e coragem. E isso não se obtém com endurecimento. Endurecimento é a tática dos incompetentes.”
Genial, o necessário não é pressionar todos os funcionários e deixar todo mundo doidinho da silva. O importante agora nesses tempos incerteza é ter o senso de direção que a situação exige, clareza nas estratégia, missão e visão. Esse é o verdadeiro diferencial que vai manter as organizações vivas nessa hora.
Semana que vem nos dias 17, 18 e 19 de março estarei em São Paulo para participar da Web Expo Forum onde irão acontecer palestras, seminários e workshops reunindo grandes nomes nacionais e internacionais para debater a evolução da web, estratégias de comunicação, novas tecnologias e muito mais. A Web Expo Forum é hoje um dos mais importantes eventos da web Brasileira. Como a Web 2.0 afeta as relações entre as empresas e seus clientes? Como usar um blog corporativo? Quais os cuidados? O que o futuro guarda com toda essa onda digital? Essas e muitas outras questões serão abordadas no evento e estarei divulgado tudo o que eu ver aqui no meu blog, acompanhem! Um grande abraço a todos, fica o link do site do evento: http://www.webexpoforum.com.br/ e fica também um vídeo que gosto muito e ilustra muito bem o novo Mundo Digital e como estão vivendo a nova geração dos chamados ‘nativos digitais’ assistam até o final, vale a pena.
Da última vez que voce quis ir ao teatro, qual foi a primeira coisa que voce pensou? Podem ter sido variados motivos: Diversão, sair com alguém, curiosidade cultural, quebra de rotina etc. Seja lá qual foi o motivo que o levou a querer ir ao teatro, tão logo voce decidiu realmente ir alguma coisa começou a acontecer na sua mente, voce começou a planejar. Sua intenção foi seu objetivo, e esse automaticamente passou a estimular seu processo natural interno de planejamento, tão logo voce desejou agir seu cérebro automaticamente ativou todos os seus princípios e valores e moldou suas ações de acordo com sua intenção, veja bem, voce não necessáriamente raciocinou conscientemente em seus princípios ao decidir ir ao teatro mas raciocinou dentro deles: padrões quanto á qualidade da peça, a localização, capacidade financeira, conveniência, conforto – Todos esses e outros itens tiveram um papel na sua escolha. Em qualquer situação, seu objetivo e princípios são o ímpeto definidor e as fronteiras do seu planejamento.
Depois de decidido ir ao teatro, quais foram seus próximos pensamentos? Provavelmente voce imaginou um quadro positivo que aquela ação lhe traria – a atmosfera, a diversão que voce teria, o desfecho e assim por diante. Essa foi sua visão do resultado, enquanto seu objetivo foi o porquê de voce ter saído para o teatro a sua visãofoi uma imagem do o quê – o que melhor traduziria no mundo físico a realização do seu objetivo (cheiros, sonoridade, aparência etc)
Após já ter sua visão bem definida e ter se identificado com ela, o que é que sua mente passa a fazer? Agora começa o processo de Brainstormingnossa mente passa a fazer perguntas criativas que surgem de forma natural e expontânea em nosso cérebro depois que nos comprometemos a atingir algum resultado. ‘’Que horas será o teatro?’’‘’Será que vai ter algum restaurante aberto depois?’’ ‘’ Como está o tempo?’’ ‘’Tenho gasolina o suficiente?’’ ‘’Que roupa devo usar?’’. Seu cérebro percebe o que chamam de ‘’dissonância cognitiva’’ que nada mais é do que a diferença entre o resultado em que ser quer obter e o estado atual das coisas, nesse primeiro momento o cérebro faz um reflexão de forma aleatória do que é necessário para se atingir o resultado final.
Depois de já ter obtido um número suficiente de idéias e detalhes não há como evitar organiza-los. Você encontra uma ordem lógica para as coisas, nesse momento você pensa: Talvez eu devesse ligar para fulano para ver se ela quer ir e depois verificar se ainda tem ingressos e ai sim reservar os lugares no restaurante para depois da peça. Sua mente passa a automaticamente classificar as ações pertinentes em componentes (subprojetos) com prioridades e/ou seqüências de eventos.
Finalmente se você ainda continuar firme com a idéia de ir ao teatro, você se concentra na próxima ação que precisa ser feita para que o primeiro componente realmente aconteça.
Percebam que naturalmente, sem muito esforço e praticamente diariamente, nossa mente passa por todas as cinco fases do planejamento, é assim que nosso cérebro cria as coisas. Você tem uma compulsão por fazer algo, visualiza o resultado; gera idéias que podem ser relevantes; classifica essas idéias dentro de uma nova estrutura; e define uma atividade física que pode começar a transformar o plano em realidade. Nós fazemos isso naturalmente, sem pensar demais.
O problema é, será que esse processo reflete a forma como planejamos NOSSA VIDA? Será que é assim que funciona o planejamento do novo projeto da sua empresa? É assim que você planeja as coisas em sua vida?
Responda a essas perguntas, Voce já tem bem claro o objetivo principal do projeto e já comunicou todos que precisam saber? Já conformou os padrões e comportamentos aos quais terá de aderir para que o projeto seja bem sucedido?
Já idealizou o sucesso e considerou todas as coisas inovadoras que poderão resultado, se voce o conquistar?Já colocou na mesa todas as idéias possíveis – tudo o que você precisa levar em consideração que posas afetar o resultado? Já identificou a missão, componentes críticos e marcos chaves e itens a serem executados?
David Allen autor do livro Getting Things Done (fonte desse post) afirma que se você é como a maioria das pessoas, a resposta coletiva a essas perguntas é não, é bem provável que você não tenha implementado pelo menos alguns componentes do modelo de planejamento natural. “É difícil tentar abordar qualquer situação de uma perspectiva que não corresponde ao modo como a mente naturalmente funciona” disse David, as pessoas fazem isso o tempo todo, mas esse procedimento quase sempre provoca uma falta de clareza e um stress cada vez maior, nas interações com os outros isso deixa a porta aberta para que os egos, a política e as agendas ocultas dominem a discussão, e se for só você, a tentativa de vir com uma “boa idéia” antes de definir o seu objetivo, criar uma visão e coletar um monte de más idéias iniciais vai virar, muito provavelmente, um caso de constipação criativa finaliza o autor.
Onde eu quero chegar é, muitas vezes não é que tenhamos sempre más idéias ou nossos projetos sejam poucos criativos, a questão é que na maioria das vezes tentamos construir coisas ou criar planos de um modo que não corresponde ao modo como a mente naturalmente funciona, se passarmos a utilizar o método natural descrito acima, poderemos potencializar nossa criatividade e a qualidade de nossas idéias e projetos.
Você pode tentar sozinho agora, escolha um projeto qualquer que novo ou parado que você tenha, pense em seu objetivo, em como seria um resultado bem sucedido (idealize mesmo esse resultado, DESCREVA detalhadamente como seria atingir esse resultado) faça um brainstorm sobre as etapas potenciais, organize as idéias e por ultimo decida as próximas ações, com certeza depois disso você terá mais clareza sobre onde quer chegar e como chegar la.
Há muito tempo atrás eu li esse texto em um livro do Tom Peters (não me lembro qual) e achei fascinante! Nunca mais esqueci, vou compartilhar com voces. “Excelência instantaneamente. Posso sentir seus lábios encresparem embora essa expressão propagandística também me faça tremer, ela contém uma pedra preciosa a espera de ser descoberta. Como vcê inicia uma dieta eficaz? Como deixa de fumar? Como deixa de beber? Em resumo, você faz e está feito. Depois você se esforça o resto da vida para permanecer no trem da manutenção do peso dos não fumantes ou dos que não bebem. Algum tempo atrás Thomas Watson, fundador da IBM disse uma frase interessante, se você quer alcançara excelência, disse ele, pode chegar lá hoje mesmo. Apartir desse momento deixe de realizar qualquer trabalho abaixo de excelente. A idéia é profunda. Suponha que você seja um garçom e decide em nome do seu próprio FUTURO (não devido a pressões dos palhaços que dirigem o restaurante) estabelecer um padrão impecável de atendimento. COMO? Você o faz. AGORA. É claro que no início será desajeitado e fará muitas coisas erradas, você precisara ler, ouvir podcasts, assistir aulas, visitar outros restaurantes para colher indicações, e você precisará continuar afzendo isso para manter sua vantagem assim como um cantor de ópera ou um atleta profissional, até o dia em que pendurar seu saca rolhas. Não obstante, você pode se tornar excelente em um nanossegundo. Basta que você se descreva, mesmo que de forma vaga, como o maior garçom que já existiu – e comece a agir de acordo com isso. Coloque-se sob as luzes da Broadway, como um garçom de classe galáctica; e então desempenhe seu papel com bravura.”
Isso soa precipitado? Ingênuo? Talvez, mas não o é. Os primeiros 99,9% de se ir daqui ali são a determinação de fazê-lo sem concessões, não importando os obstáculos erguidos por aqueles a sua volta. Os últimos 99,9% são trabalhar como um demônio para manter seu moral alto através das inevitáveis tempestades, aprender alguma coisa nova todos os dias e praticá-la, com ou sem jeito, não importa o que aconteça , ate que ela se torne parte da sua natureza. Aquilo que vale para um garçom também vale para o gerente do departamento de seis pessoas ou para o executivo principal da MICROSOFT. Quanto tempo leva para você, como chefe, alcançar a qualidade de classe mundial? MENOS DE UM NANOSSEGUNDO para atingi-la, e uma vida de busca apaixonada para mantê-la.
Uma vez acessa a chama, assuma que você conseguiu – e NUNCA, nunca olhe para trás ou faça qualquer coisa, por mais trivial que seja em dissonância com seu persnagem de qualidade recém encontrado. Isso parece uma conversa improvisada para animá-lo numa tenda de oxigênio? Dificilmente. (e se você não acredita em mim, pergunte para qualquer pessoa que esteja nos alcoólicos anônimos – talvez o programa de mudanças mais eficaz do mundo hoje em dia). Veja, o ponto mais profundo é que você muda em um nanosegundo ou NUNCA. Isso vale para a bebida, cigarro, peso e qualidade de classe mundial. A mudança determinada de mentalidade é um jogo de tudo ou nada. Não sei você, mas eu to de saco cheio com executivos (e pessoas de outros níveis) que falam de como é d-e-m-o-r-a-d-o alcançar as mudanças. Isso é pura tolice. MANTER as mudanças leva a vida inteira (“um dia de cada vez” segundo os alcoólicos anônimos), mas para atingir a mudança, basta uma fração de segundo.
De acordo com Robert Kaplan, co-idealizador do método de gestão Balanced Scorecard (BSC) e Doutor em administração de empresas pela universidade de Harvard, os empreendedores de sucesso possuem importantes qualidades em comum, são elas:
1. Eles acreditam que podem fazer a diferença.
2. Eles possuem paixão por fazer as coisas acontecerem. Eles não apenas ficam conversando, eles vão lá fora e fazem acontecer.
3. Eles possuem um otimismo injustificável.
4. Tolerância a incertezas.
5. Preocupação genuína pelas outras pessoas.
Para quem quiser assistir um vídeo onde Kaplan fala sobre essas qualidades sigam o link: http://academicearth.org/lectures/best-qualities-successful-entrepreneurs.
A crise econômica chegou, as notícias todos os dias são parecidas com as de hoje: “Empresários pedem mais crédito”, “Unilever desiste de estabelecer metas”, “Venda no varejo cai”, “Queda histórica na produção industrial do país”. Como as empresas vão superar essa crise? Para Jim Collins, autor de Feitas para durar e Good to Great dois livros bestsellers, o mais importante é ter certeza de que as pessoas certas estão no lugar certo. Em sua videoconferência transmitida na ExpoManagement 2008 Collins deu o seguinte conselho: “Imagine que a empresa que você está dirigindo é um ônibus. Quantos assentos em seu ônibus são ocupados pelas pessoas certas?”
Essa é a resposta que todos os gestores e empresários devem responder. Em outra palestra ministrada na ExpoManagement Stephen Covey, autoridade em desempenho humano e autor de Os sete Hábitos das pessoas Altamente Eficazes e O Oitavo Hábito Covey deixa claro também que hoje surge cada vez mais, a idéia de que as próprias pessoas são responsáveis por si mesmas individualmente, para ele “A cultura organizacional, é a grande responsável pelos resultados e, assim, as pessoas se autogerenciam e todos prestam conta a todos”.
Os autores também deixaram dicas práticas para o autogerenciamento, a receita de Covey consiste em seus já famosos sete hábitos:
1. Ser proativo
2. Começar com os objetivos em mente
3. Pensar ganha-ganha
4. Priorizar o mais importante
5. Tentar primeiro compreender para depois ser compreendido
6. Criar sinergia
7. Manter-se atualizado
E mais três conselhos: Ensinar o que aprende (porque é o melhor modo de aprender) ir fazendo e ouvir o outro.
Jim Collins também contribuiu com suas medidas de autogerenciamento:
1. Cada um deve montar o próprio conselho de administração, com conselheiros de qualidade.
2. Cada um deve tentar dobrar a quantidade de perguntas que faz em relação as afirmações
3. Que cada um se desligue duas vezes por semana do computador e todos os eletrônicos para deixar um espaço mental vazio
4. Que cada um faça uma lista de coisas para deixar de fazer. E deixe
5. Que cada um articule suas responsabilidades, em vez de suas tarefas.
6. Que cada um descubra seus valores centrais e as próprias metas “Grandes e Cabeludas” –um bom número para isso fica entre 10 e 25 itens
Por fim, Collins ainda lembrou a platéia da ExpoManagement das três perguntas que cada um tem de responder individualmente:
1. O que o apaixona?
2. O que Voce faz melhor do que ninguém?
3. O que lhe da dinheiro?
Vocês já pararam para pensar em como e porque se faz algum plano? Vamos tomar um exemplo do processo de planejamento de uma pessoa que decide fazer um regime.
0. Click inicial: Esse é o ponto 0, é quando a pessoa analisa que o atual estado das coisas não é o desejado.
1. Analise Ambiente Interno: Aqui a pessoa analisa seus pontos fracos e fortes como, por exemplo, que come muito doce após o almoço ou que é ansioso etc..
2. Analise Ambiente Externo: Percepção dos fatores externos que a influenciam como: padrão de beleza da sociedade, falta de tempo, investimento necessário muito alto..
3. Objetivo: Depois de analisar os pontos fortes e fracos internos e perceber as oportunidades e ameaças do ambiente externo, é a pessoa determina um objetivo tangível e legítimo, aqui ela diz ‘vou perder 30 kilos’.
4. Plano: A partir do objetivo traçado a pessoa planeja como chegar lá. Entrar na academia, criar uma dieta, fazer um cronograma de atividades aeróbicas etc.
O que isso tem haver com a dificuldade de se fazer o alinhamento estratégico nas empresas? Tudo. Para aceitar um plano é muito importante que a pessoa passe por TODOS os processos acima. O que acontece na empresa? Ela chega a um funcionário que não teve o click, não sabe o que e porque acontece tal coisa e fala “Agora nosso objetivo é esse e iremos por esse caminho por meio desse plano” ou seja, é falar para uma pessoa que não quer e nem pensa em fazer um regime que aquele agora é o plano dela e ela deve segui-lo, como se espera que ela aceite esse plano? Não seria mais fácil convence-la mostrando a necessidade de chegar a tal objetivo e que seguindo esse plano é a forma mais eficaz? Sem passar por todo o processo ela só vai cumprir o que foi pedido por ser uma ordem, ela não vai abraçar o plano. Em pouco tempo o planejamento será esquecido pois ela não participou do processo, não entende porque deve ser seguido e dificilmente confia tanto na organização a ponto de simplesmente aceitá-lo e abraçar a causa.
O que significa? O processo de planejamento estratégico dever ser participativo, colaborativo, todos devem participar, todos os níveis. Primeiro que presidente dentro de sua sala de 400m² não entende a cabeça do seu cliente como o vendedor da base da pirâmide, o diretor não entende seus funcionários como o faxineiro que participa das conversas de corredores todos os dias. É claro que é preciso se criar um método para que não vire bagunça, mas o que é certo é que seria mais fácil alinhar o planejamento estratégico em toda a organização se os funcionários participassem da criação e pudessem criticá-la. A Cultura organizacional deve ser uma cultura de ‘comunidade’ e não de ditadura. Com todos ou pelo menos uma maior parte da organização participando dos processos decisórios, a empresa só teria a ganhar. Primeiro que a diversidade de idéias seria potencializada, segundo que ela teria maior empenho de seus funcionários na busca dos objetivos da empresa e terceiro que as pessoas passariam a vestir a camisa da empresa e a confiar mais nas decisões tomadas, se sentiriam parte do time.
O processo de planejamento estratégico consiste em formular objetivos para a seleção de programas de ação. Leva em conta fatores internos e externos e muitas vezes cenários futuros criados por alguns expert’s em tendências globais. Qualquer estudante de administração que se preze conhece os procedimentos básicos para realizar um bom planejamento estratégico. Possuímos ferramentas e teorias maravilhosas para tanto porem, existe um contraste entre a teoria e a prática.
Kaplan e Norton são os criadores da poderosíssima ferramenta balanced scoredcard, e afirmam que menos de 10% das estratégias são efetivamente executadas, o motivo disso? Falta alinhamento entre quem formula a estratégia e o ‘resto’ da empresa.
Quando li esse artigo eu pensei ‘caramba! MENOS DE 10%!! Mais alguem leu isso? Será que ninguém percebeu esse número?!’. O ‘planejamento estratégico’ demanda um processo que geralmente leva tempo para ficar pronto e funciona como o Norte da empresa. Se em menos de 10% das empresas esse planejamento é concretizado, significa dizer que mais de 90% das empresas estão literalmente jogando seu tempo e dinheiro fora criando um plano Inútil!
Eu já tive a oportunidade de presenciar alguns planejamentos estratégicos, sempre são eventos formais com apenas alguns funcionários ‘chave’, diretores e gerentes. Todos passam alguns dias ou horas juntos pensando e formulando o tal plano (mesmo sabendo que na grande maioria das vezes as pessoas presentes não possuem a visão do todo necessária) e depois pedem para alguem da TI ‘disparar um e-mail com informando os objetivos e o que foi decidido aqui’ depois cada gerente deve avisar seus funcionários.
O que está errado com esse método? Como deveria ser? Esse será o assunto do próximo post, por agora, deixo uma frase do guru Peter Senge que fala por si só porque as pessoas não ‘aprendem’ a estratégia da empresa (e várias outras coisas).
‘’ O Futuro das organizações – e nações – dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente ‘’
Acabo de terminar uma leitura excelente, trata-se do livro Living Company escrito por Arie de Geus. O livro mostra as semelhanças que uma empresa pode ter quando comparada com um ser vivo e preve um futuro completamente diferente para as empresas. Para Arie, as empresas ’saudáveis’ serão empresas vivas seu capital humano e as instituições em contato serão ‘membros’ dessa entidade que compartilharão de um conjunto de valores em comum. Seus membros confiarão que atingindo os objetivos da empresa poderão alcançar seus objetivos pessoais. Tanto a empresa quanto seus membros possuem objetivos básicos em comum: Querem sobreviver e, uma vez que estão em um ambiente possível de sobrevivencia, querem aumentar seus potenciais. Uma das grandes diferenças dessas empresas é que elas vão entender que potencializando seus membros poderão maximar seus resultados.
Hoje encontramos dois tipos de empresas, a primeira delas são empresas economicas, cujo seu único objetivo é gerar riqueza a seus stakeholders, esse primeiro tipo funciona como uma máquina de fazer dinheiro e considera seus funcionários apenas parte do seu capital, pequenas peças da grande máquina. Seus funcionários trocam seu tempo e conhecimento por dinheiro e não criam vinculos com a empresa. O segundo tipo de empresa é a empresa viva, nessa empresa seu objetivo principal é sobreviver, para isso faz com que se crie uma ‘comunidade’ e onde o principal objetivo é potencializar a capacidade de seus membros para assim se desenvolver e sobreviver. Nessa empresa encontramos funcionarios que trabalham por um proposito maior do que apenas ganhar dinheiro, eles se envolvem e abraçam a causa da empresa.
Não importa o ramo da empresa, uma hora temos que decidir se optamos em ser uma empresa economica, tratando nossos funcionarios como meras peças mecânicas e sem vida ou se seremos uma empresa viva, duradouras, que expande e gera oportunidades e possibilidades, uma empresa que realmente faze a diferença no mundo e na vida de seus membros.
Porque as políticas de contratação são tão importantes para algumas empresas? Um empresa que funciona como uma comunidade, uma empresa que sonha, está em constante mudança. Algumas vezes terá de demitir funcionários por não estarem agindo de acordo com os valores da empresa, outras vezes um pequeno grupo de pessoas mudarão a idéia de “quem somos nós” e “quem não é”. É necessária uma atenção redobrada para garantir que a empresa esteja sempre injetando novos talentos para si.
O recrutamento deve começar com a definição da empresa sobre o que ela considera desejável ou não, depois deve-se pensar no tamanho e na quantidade de membros da comunidade. Por exemplo, a empresa presume que terá pouco crescimento nos próximos cinco anos com isso deve-se pensar: Quantos membros teremos que contratar para compensar todas as aposentadorias, pedidos de demissão, doenças etc? Depois a empresa deve criar diversos tipos de cenários futuros para não ser pega de surpresa, nesse ponto a empresa deve pensar: Com um crescimento de 5,5% ao ano quantos novos funcionários deverão ser contratados? Existe alguma área da empresa que tende a crescer mais do que as outras? Ao considerar esses cenários a empresa estará criando uma meta de quantas contratações/ano deverão ser feitas, veja bem, é uma meta mas não se pode assumir que a empresa terá certeza a quantidade exata de indivíduos que deverão que ser contratados ou se conseguirá contratar o número necessário de pessoas com as qualificações e valores necessários.
Porque as coisas dão erradas? Muitas vezes as empresas não pensam que por exemplo quando em uma geração da empresa algumas pessoas interferem na velocidade de expansão da empresa quando os tempos ficarem difíceis e for decidido demitir pessoas um preço muito mais alto será pago mais tarde. Alguns anos depois os sucessores desses vão fazer uma reunião para definir novos líderes e vão descobrir que a geração que eles deverão usar para sucedê-los está muito rala em qualificação.
As coisas também podem dar erradas se uma área crescer desproporcionalmente das outras, pois a contratação devera seguir esse crescimento e anos depois a empresa terá perdido diversidade, muitas pessoas vão falar a mesma língua e entrar em acordo muito rápido.
As pessoas que fazem novas contratações nas empresas não podem ser vistas apenas como um veiculo para trazer novas pessoas. Daqui vários anos a qualidade dos líderes da empresa vai depender em parte da qualidade das pessoas que realizam as novas contratações. Jim Collins em seu livro Build to last mostra que em 700 anos de experiências combinadas de todas as empresas visionarias estudadas em seu livro foram encontrados apenas 4 casos de empresas que encontraram seus CEO’s no mercado, e os 4 casos foram em apenas duas empresas.
Qual a diferença entre as empresas que se perpetuam e as que logo vão a falência? Porque algumas empresas duram tanto e outras nascem e morrem em um piscar de olhos? O que distingui uma da outra?
Hoje existem dois tipos diferentes de empresas comerciais que são diferenciadas por suas razões essenciais de estarem no mercado. O primeiro tipo de empresa existe por um propósito puramente econômico: produzir o máximo de resultado com o mínimo de recursos. Esse tipo de empresa é gerenciada primeiramente para gerar lucros, as pessoas são consideradas ‘propriedades’, ‘bens’ da empresa, parte do capital total, o investimento em pessoas é mínimo para que se possa produzir e conseguir o retorno no menor período de tempo possível. Esse primeiro tipo de empresa não é uma comunidade de trabalho, é uma máquina corporativa, seu ideal é a produção e a geração de riqueza, ela não possui responsabilidade com seus membros. Esse tipo de empresa representa uma escolha viável, muitas pessoas no mundo dos negócios podem não querer construir uma comunidade o que é perfeitamente legitimo para qualquer pessoa que queira uma empresa com o único ideal de gerar riqueza para si ou sua família. Essas empresas são importantes, sem elas a civilização jamais teria desenvolvido as possibilidades atuais de produção e geração de riqueza porem essa escolha possui conseqüências. Nessas empresas como em todo lugar, Nada é de graça. As pessoas que a controlam possuem de longe muito menos opções de práticas gerenciais, apenas um pequeno grupo de pessoas se considera ‘parte’ da empresa todas as outras contratadas para contribuir serão peças para geração de dinheiro de uma máquina de alguma outra pessoa. Elas serão ‘externas’, contratadas por suas habilidades e não por se encaixarem como membros. Elas trocarão seu tempo e experiência por dinheiro e terão pouquíssima fidelidade com a empresa, não irão confiar nas pessoas e sentirão pouca vontade de dar tudo o que podem pela empresa. Significa que o controle hierárquico terá que ser fortificado caso contrario a máquina não será suficientemente eficiente, controles hierárquicos fortes significa que serão reduzidas as condições para o desenvolvimento da capacidade máxima de todas as pessoas da empresa. Eu poderia falar mais algumas dezenas de problemas recorrentes dessas empresas, mas não é meu objetivo.
Osegundo tipo de empresas, em contraste com a primeira são organizadas com o propósito de se perpetuarem como uma empresa longeva, pela busca de um sonho, esse tipo de empresa geralmente traz grandes mudanças e contribuições e se perpetua por vários anos (algumas vezes como a Shell por exemplo, duram centenas de anos). Essas empresas funcionam dentro do conceito de empresas caórdicas, são turbulentas, nada permanece no centro por muito tempo, de um momento para o outro a parte no centro ou qualquer outrapode mudar mas não prejudicará a empresa. Nesse tipo de empresa o retorno do investimento continua importante, mas seus gestores consideram o aumento de capital um complemento da optimização das pessoas, a empresa em si é uma comunidade, seus propósitos são a longevidade e o desenvolvimento de seu potencial. A geração de riqueza é uma conseqüência. Para potencializar a produção e ser uma empresa longeva essas empresas possuem cuidados especiais em vários processos para a construção de sua comunidade: Definição de seus membros, estabelecimento de valores comuns, recrutamento das pessoas certas, desenvolvimento dessas pessoas, assessoramento adequado, contratos humanos (não considerando pessoas como maquinas, mas como pessoas), gerenciamento dos relacionamentos internos e externos, estabelecimento de políticas etc.. Uma empresa do segundo tipo é aberta ao mundo, existe tolerância para a entrada de um grande numero de indivíduos e idéias (na verdade esperado que novas pessoas tragam novas idéias). Seus membros sabem quem são e possuem valores em comum, eles pertencem um ao outro. Nessas empresas os funcionários prezam o beneficio do todo antes de si.
Para construção de empresas mais humanas, criativas e abertas precisamos de mais empresas do segundo tipo, enquanto as empresas existirem com oúnico propósito de gerar lucro teremos cada vez mais níveis hierárquicos, funcionários insatisfeitos e um défict de produção humana imenso.
Seu livro “O Futuro da Administração” inspirou a criação desse blog, vejam a apresentação abaixo muito boa e apresenta muitos conceitos tratados no livro. (em inglês)
Tenho que desabafar estou adorando essa crise! Já comentei com algumas pessoas e todas ficam indiguinadas quando me escutam falar isso mas eu sinceramente penso que o mundo precisava de uma crise para dar luz a um novo modo de gestão. Pode ser que seja muito doloroso nesse início mas estamos começando a dar os primeiros passos desengonçados de um futuro corredor profissional. Essa crise faz crescer em mim uma sensação de nova era, de novas possibilidades, a oportunidade de vivenciar um momento de mudança que imaginava ser capaz de ver em apenas 40 ou 50 anos me faz acordar ainda mais entusiasmado e criar planos para o futuro.
Empresas já estavam suplicando por mudanças prova disso são gerentes e diretores sobrecarregados e estressados, pessoas trabalhando pelo medo, alienação do poder criativo, desconfiança em todos os sentidos e áreas imagináveis da organização, empresas sem propósito, sem sonho, valores e princípios desumanos sem contar a tendência a se ignorar o subjetivo e supervalorizar a razão mesmo indo contra a própria natureza humana.
A queda de grandes ícones faz com que o povo perca a confiança nos líderes empresarias e comecem a entender que precisamos criar um novo jogo e não continuar jogando o antigo. Será que não estávamos seguindo uma linha de produção que atrofiava? Precisamos mesmo de toda essa desconfiança? O Lucro e as metas são mesmo sempre mais importantes do que as condições e valores? As empresas precisam ser tão desumanas para alcançar seus resultados? Vivemos em empresas tão eficazes que realmente não vemos como melhorá-las? Espero que essa crise abra os olhos dos gestores do futuro para que entendam de uma vez por todas, que vivemos em uma nova era. Como diria um grande consultor de meu respeito ‘ agora vivemos na era da humanidade 2.0, do imediatismo’ as regras do jogo mudaram, as pessoas mudaram e ficamos para trás, estávamos em desequilíbrio essa crise veio como um choque elétrico para que dispertássemos do sono profundo e passássemos a criar o futuro ao invés de continuar construindo o passado.
Peço desculpas pelo grande período sem atualizar, estive um tanto ocupado e sem tempo para pensar mas agora restam 16 dias para 2009, aproximadamente 4 dias para minhas férias e já consegui voltar a respirar haha =). Vi hoje no new york times a coluna “Year in Ideas Issue” que nos últimos 8 anos vêm mostrando inovações que fariam os próximos anos melhores (ou piores), a lista desse ano veio com várias surpresas! Vou dividir algumas que achei interessante e logo abaixo coloquei o link com a lista completa. Divirtam-se!
Roupa Air Bag para a 3º Idade
A queda em está no topo da lista das causas que levam pessoas com mais de 65 anos á morte, mas talvez isso não seja mais um problema! Pensando nisso alguns japoneses (nenhuma novidade nisso né hehe) desenharam uma roupa-airbag, ela é dotada de sensores capazes de perceber quando o corpo está em queda e assim disparar air bag’s (em menos de 10 milésimos de segundos) impedindo que a pessoa se machuque. Já está sendo vendido no japão por $1.400,00.
Cloth Car
A BMW criou um modelo de carro feito de “roupa” o material especial é extremamente resistente e a prova de água, pode ser controlado eletronicamente para alterar sua forma (aumentando ou diminuindo de tamanho) podendo alterar as condições de dirigibilidade do motorista. O GINA é um carro conceito e foi apresentado no museu de Munich em junho dentre suas características mais marcantes está a possibilidade de ser flexível quando o carro é desligado todo o painel é se encolhe para criar mais espaço. A promessa é um carro mais barato e muito mais auto-sustentável do que os modelos convencionais.
A Ciência e o goleiro
Como é a melhor forma de se defender um penault? Não faça nada, apenas fique parado no centro do gol e não se mecha. Essa é uma grande surpresa descoberta após a realização de uma grande pesquisa por um grupo de Cientistas. Os acadêmicos analisaram 286 penaults e descobriram que em 94% dos casos os goleiros pulavam para um dos lados enquanto teriam maior probabilidade de pegar a bola ficando parados no centro !Porque? Segundo a pesquisa, o goleiro sente como se não estivesse se esforçando ficando parado, por isso prefere pular para um dos lados demonstrando objetividade do que ficar parado! (mesmo diminuindo suas chances de pegar a bola)
Moonvertising
Em Março as propagandas para o Rolling Rock começaram a aparecer na televisão com uma grande novidade, de acordo com os anúncios a empresa iria usar lasers para projetar sua logomarca na Lua durante sua fase cheia! Eles chamaram isso de moonvertising. A tentativa não deu certo, de acordo com Jim Garvin cientista da NASA o moovertising é possível, mas é impraticável por um bom motivo. Quando os cientistas tentaram apontar os lasers para a lua eles usaram a área de uma quadra de tênis mas de acordo com a NASA para uma propaganda chegar a Lua por lasers seria necessário que a área ocupada pelo fosse mais ou menos do tamanho da metade da África! Mas as pesquisas ainda não pararam Garvin acredita que o moonvertising poderá demorar algumas décadas para ser desenvolvido mas chegará a existir! Imaginem-só, propaganda na lua!
Não podemos negar que grandes mudanças tiveram suas origens em momentos de crise. Quando escutamos relatos de Gestores de empresas que passaram por momentos assim vemos claramente como foi doloroso o período que precedeu as mudanças. Em cada caso o mundo em volta das empresas começou a pasar por mudanças radicais.. as empresas receberam diversos avisos (vindos da sociedade, consultores, concorrentes, críticos..) mas normalmente esses avisos são ignorados até que finalmente os resultados aparecerem na contabilidade. Mesmo assim é comum ver empresas insistirem e perseguirem seus objetivos ultrapassados até o último suspiro. Então empregos são perdidos, pessoas colocadas sob stress, os gastos são cortados ao máximo (qualidade diminui) até que a mudança se torna tão inevitável que a sobrevivência da empresa é colocada em risco e só então, lentamente, as pessoas começam a adotar uma nova orientação, começam a aprender e aceitar a mudança. Mas até que ponto a sociedade poderá ter esse ‘luxo’ de requisitar tanta pressão para mudar? Será que o futuro tem espaço para essas empresas? Quem serão os sobrevivientes?
A Algum tempo me deparo com vários livros de diversos autores e temas diferentes desde economia até filosofia e física quântica, que tratam sobre o poder do foco, do pensamento positivo e da importância de visualizar o ambiente após a conclusão dos projetos que temos em mente tendo em vista potencializar nossa capacidade de concluí-los. A algumas semanas fascinei-me com um livro de um psicólogo que desenvolveu a Psico-cibernética chamado Maxwell Maltz em seu livro ele apresenta um sistema de como melhorar a auto-imagem e assim conduzir uma vida mais bem sucedida. Até ai tudo bem mas o que isso tem a ver com o tema tão abordado ultimamente de visualizar resultados e de termos o pensamento criativo 24 horas por dia para conseguirmos alcançar qualquer objetivo? Muito simples, em seus estudos Maxwell descobriu que uma das técnicas mais poderosas no mundo da atividade do conhecimento, e uma das mais importantes a aguçar e desenvolver, é criar resultados claros. Isso não é uma coisa tão transparente como pode parecer. Precisamos definir, idealizar e redefinir o tempo todo aquilo que almejamos e tentamos realizar com o objetivo de completar essas tarefas da forma mais efetiva e eficiente possível. Isso é explicado pelo seguinte motivo, segundo Maxwell Maltz:
Nós possuímos um mecanismo criativo automático e teleológico – ou seja, funciona em termos de metas e resultados finais. Quando você lhe dá uma meta definida para atingir, pode confiar em sua orientação automática para levá-lo até essa meta de uma forma muito melhor do que ”você” jamais conseguiria, através do pensamento consciente. ”"Você” fornece a meta ao pensar em termos de resutlados finais. Seu mecanismo automático então fornece os meios para tal.
Nosso cérebro é uma máquina incrível, as últimas descobertas nos mostram agora que ao pensar em resultados finais podemos potencializar nosso poder criativo, pois de alguma forma essa ‘parte’ do nosso cérebro é ativada e apartir daí instantanemaente passamos a ter idéias e padrões de raciocínio que, de outra forma não teríamos, além disso nossa própria fisiologia responderá a imagem que está em nossa mente, como se ela fosse real. Aí está a utilidade de todos os ensinamentos desses últimos livros e filmes que dizem respeito a isso, imaginem agora dentro de uma empresa se todos pensarem no mesmo resultado final. Uma massa enorme de pessoas em busca de um propósito, de um objetivo em comum muito bem visualizado, potencializaria o poder criativo da empresa, acho que o Google já provou dos benefícios dessa descoberta!
Em uma palestra que está no youtube do Stefano Elio D`Anna autor do livro A Escola dos Deuses (recomendo a leitura clique aqui para comprar e(ou) ler o primeiro capítulo) o autor fala sobre como fazer com que as empresas sejam duradouras e poderosas. Ele comenta que hoje o tempo de vida das empresas está cada vez menor e o principal motivo disso é que: as empresas não possuem em suas raízes propósitos atemporais. Fala também que para uma empresa ser longeva ela precisa eliminar o medo e as dúvidas das pessoas. Em pouco tempo será impossível para as empresas continuarem com profissionais que em alguma instância sintam medo ou dúvidas. Acrescenta que hoje os grandes impérios são formados com culturas baseadas no medo, gerando cada vez mais dúvidas e comportamentos prejudiciais a seus funcionários. Esses impérios estão cada vez mais próximos do fim e, estamos próximos de uma nova geração de impérios que prezarão por funcionários compromissados e entusiasmados. As empresas que não se adaptarem já estarão mortas, vamos nos acostumar a ter um novo tipo de funcionário e para mantê-los as empresas precisarão primeiramente merecê-los, as empresas precisam começar a mudar. Ao mudar sua gestão as empresas passarão a se tornar catalisadoras desses talentos, as empresas de amanhã terão a responsabilidade total de criar todas as condições para que esses funcionários sonhadores, compromissados e entusiasmados permaneçam em suas empresas e isso demandará grandes mudanças, sem esses talentos dentro de suas organizações logo não será possível continuar competitivo.
Éé.. os prejuízos estão cada vez maiores com a crise econômica, nessa quinta feira (30/10) o Japão e a Alemanha anunciaram que vão colocar bilhões de dólares em suas economias na expectativa de amenizar os efeitos da crise e reduzir as taxas de juros. O japão como segunda maior economia mundial, disse que irá investir 5 trilhões de ienes (51 bilhões de dólares!!!) em gastos que tendem a estimular sua economia, a Alemanha planeja diversas medidas chegando a um gasto total de 32 bilhões de dólares, para alavancar os negócios. “Sob tais circunstâncias, eu estou certo que o mais importante é eliminar as incertezas da vida das pessoas”, acrescentou disse o primeiro ministro Taro Aso. E segundo o lula o Brasil está ‘protegido’, é esperar para ver hehe..
O mundo aguarda o resultado da próxima terça feira para saber quem será o novo presidente da maior potência do mundo. Os candidatos: O republicano John McCain, 72 anos veterano de guerra, quer passar a imagem de um presidente independente e reformista, diz que a casa branca conhecerá a verdadeira mudança quando ele chegar e Barack Obama, democrata de 47 anos, descendente de muçulmano e primeiro negro a concorrer à casa branca por um grande partido. Seu discurso é pela união da américa, defende que não há liberais nem conservadores, que não há uma América negra, branca, latina e asiática mas os Estados Unidos da América. Barack Obama é uma esperança para a igualdade entre o povo americano tal como Martin Luther King há 45 anos. Participem da votação que está ocorrendo na internet! Votem em Barack ou McCain pelo site http://www.iftheworldcouldvote.com/.
Começa agora nos dias 6 e 7 de outubro o World Business Forum 2009 a ser realizado na Radio City Hall em Nova York. Os participantes serão nada mais nada menos que: Gary Hamel Jack Welch T. Boone Pickens Jeffrey Sachs Machel Phelps entre outros. O fórum é o evento internacional líder no mundo para a comunidade dos negócios, hospedando sempre os maiores executivos. Ele inspira e ensina sobre as maiores práticas de negócios que estão dirigindo a economia e construindo a indústria de amanha. Segue abaixo o vídeo de apresentação do forum.
Quando vamos às livrarias podemos encontrar centenas de livros que nos ‘ensinam’ a chegar ao sucesso, a abrir um bom negócio. Eu não acredito em nenhum deles. É claro que existem técnicas e planos que podem nos ajudar, mas para uma pessoa ser muito bem sucedida eu acredito que só exista um caminho: A paixão. Tirando as raras exceções (e não se faz ciência com exceções) eu nunca ouvi falar de alguém que chegou aotopo sem ser apaixonado pelo que faz. Essa é a grande dificuldade das pessoas que querem abrir negócios, elas querem apenas abrir algo lucrativo, não pensam se realmente gostam do ramo ou se sentem alguma paixão por aquilo. Algumas pessoas são movidas por desafios, outras por oferecer algum tipo de serviço à sociedade, no fundo de toda grande organização bem sucedida à sempre um homem e sua paixão por um sonho.
Se alguém me perguntar que negócio ela deve abrir eu vou perguntar a pessoa: O que você consegue fazer 24 horas por dia sem ficar entediado? Em cima de que tipo de coisa você passaria seu final de semana trabalhando e se sentiria feliz e realizado? O que você quer oferecer para o mundo? O que te motiva? O que você faz por horas a fio e não fica cansado?
Eu sei que às vezes não é fácil encontrar uma paixão, mas eu também acho que o mundo dos negócios não é para qualquer um. Negócios não são apenas serviços, gestão de pessoas, gestão financeira, procura de oportunidades etc, negócio é arte, é acima de tudopaixãopelo que se faz.Algumas pessoas chegam ao sucesso sem amar o que fazem, mas eu creio que elas jamais vencerão alguém que ame. Vamos supor que eu queira abrir uma padaria porque descobri que na seria um excelente negócio, eu entendo de padarias, mas não sinto prazer nenhum, não tenho envolvimento pessoal algum com o ramo, quero apenas um negócio rentável, já meu concorrente não só entende sobre padarias, mas é apaixonado por elas, ele sente prazer em agradar as pessoas vendendo sempre os melhores produtos e oferecendo os melhores serviços relacionados a padarias. Quando os clientes entrarem na padaria do meu concorrente provavelmente serão recebidos com um enorme sorriso e um entusiasmo gigante (que somente aqueles que amam o que fazem possuem) e esse diferencial me quebraria em meses, não se pode imitar o entusiasmo, à vontade, o atendimento de alguém com paixão etodos gostam de ser atendidos e de conversarem com alguém que ama o que esta fazendo. Os problemas para quem ama não passam de obstáculos para se alcançar um sonho, para quem tem apenas um empreendimento eles são problemas. O que leva o empreendedor encara-lo de forma completamente diferente do que quando se almeja um sonho. Para sonhadores os problemas que parecem grandes na verdade não têm a menor importância em relação a seus planos maiores.
E digo mais! O ser humano só é feliz quando faz o que ama. Eu já estou farto de entrar em lojas com vendedores com cara de bunda, gerentes mal humorados e donos cujo aspecto demonstra cansaço e stress. O problema principalmente nas pequenas empresas hoje, é que seus gestores não possuem sonhos, não amam o seu empreendimento, assim não inspiram seus funcionários e vivem em função de metas. Para trabalhar 24 horas por dia, para ser o melhor, é necessário mais do que ética de trabalho: é necessária paixão pelo que se faz, e uma ânsia para fazê-lo melhor que ninguém.
Encontre sua paixão, não pense em como vai ganhar dinheiro, pense como pode produzir um serviço ou produto que seja valioso para as pessoas e sua comunidade. O que precisa ser melhorado? O que pode ser feito melhor e de forma mais eficiente? Que problema poderia resolver? Que necessidades poderia preencher? E acima de TUDO, O que o faria se divertir?
Em tudo o que fizer, encontre uma missão ou um grande propósito, além do dinheiro, que se torne sua paixão. Amplie sua visão para observar tudo o que está oferecendo e encontre um nível além da exclusivade avarenta das pessoas que apenas estão preocupadas com dinheiro. Preencha tantas necessidades quanto puder, criando beleza, eficiência, saúde, segurança e as melhores condições de vida para o maior número possível de pessoas.
Se você realmente quiser realizar grandes feitos na vida, precisara ter um entusiasmo e uma paixão monumentais! Para ser bem feito, todo trabalho precisa ser feito com paixão, não importa no que trabalhe, ame o que faz e a mágica acontecerá. Encontrará a pessoa certa e ela o perceberá. Quanta paixão é necessária para ser um grande empreendedor? Encontre uma causa nobre e apóie-a com toda sua alma e seu coração.
Ontem depois de uma longa aula de Organização Sistemas e Métodos, fiquei pensando porque a gestão das empresas hoje funciona dessa forma, porque tanta burocracia, corte de inovação, desconfiança, controle, porque tantos gerentes. Pensando nisso realizei uma pesquisa e descobri porque hoje a gestão funciona dessa maneira.
O que descobri foi que, as práticas da gestão moderna foram elaboradas em torno de um pequeno aglomerado de princípios essenciais e do uso de recompensas providas de circunstâncias externas para moldar o comportamento humano.
Padronização – Reduzir desvios
Especialização – Agrupar atividades semelhantes em unidades
Hierarquia – Pirâmide de autoridade
Planejamento – Prever a demanda, orçar recursos e programar tarefas.
Controle – Controlar e corrigir os desvios do plano
Esses princípios foram explicados por um grande numero de filósofos que embora tivessem uma visão um pouco diferente sobre o fundamento da gestão, todos concordavam sobre os princípios acima, indivíduos como Henri Fayol, Lyndall Urwick, Luther Gullick e Max Weber trabalharam quase 100 anos atrás para solucionar o mesmo problema: como maximizar a eficiência operacional e a confiabilidade em organizações de grande porte.
Na era pré-industrial, os pequenos comerciantes possuíam um relacionamento direto com seu cliente, diariamente recebiam feedback de seus consumidores. Com o crescimento das indústrias os funcionários viram-se distanciados do consumidor final, privando assim o feedback direto. Começaram então a depender de outras pessoas mais próximas do cliente para dizer-lhes como poderiam agradar mais os consumidores.
A especialização dividiu as empresas em departamentos funcionais, assim os funcionários também se distanciaram do produto final ficando responsáveis por apenas uma parte do produto, as tarefas começaram então a ser cada vez mais especificas e especializadas, o tamanho e a escala separaram os empregados de seus colegas fazendo-os trabalhar em departamentos semi-isolados assim os funcionários perderam o vínculo emocional com o produto final, eles não tinham mais uma visão completa do processo de produção se ele não fosse eficiente, não havia jeito de saber e de fazer a correção. Isso criou um senso de responsabilidade menor pela qualidade do produto, o antigo artesão que tinha orgulho do seu trabalho agora era apenas uma peça secundária de uma maquina industrial sob a qual tinha pouco controle.
A hierarquia provocou a formação de um abismo entre os trabalhadores e proprietários, enquanto um aprendiz no século XIX falava diretamente com o proprietário, os funcionários do século XX reportavam-se a supervisores de nível inferior. Começou assim o processo de esquecimento dos funcionários subalternos, esses poderiam trabalhar por vários anos na empresa e nunca ter a chance de falar diretamente com alguém com autonomia para tomar decisões.
A crescente complexidade operacional fragmentou as informações que estavam disponíveis aos funcionários, antes as informações financeiras eram simples e em tempo real, nas grandes empresas industriais os funcionários tinham um quadro de informações especifico que informava aos funcionários como estavam se saindo mas pouco ou quase nada sobre o progresso da empresa como um todo. Com apenas uma lasca de responsabilidade e uma versão diminuta do progresso financeiro da empresa, ficou difícil para o funcionário se sentir responsável pelo desempenho da empresa.
Alem disso a industrialização passou a vetar a criatividade. Nas grandes indústrias os métodos e procedimentos de trabalho eram definidos por especialistas e não eram alterados com facilidade, não importa o quanto um funcionário fosse criativo e possuísse idéias valiosas para a empresa, o espaço para exercer esse talento era rigorosamente truncado. A criatividade foi completamente vetada, o funcionário não precisava pensar mas sim executar o que foi mandado. Isso me lembra de uma frase que Fayol disse certa vez: ‘Porque toda vez que peço um braço, recebo um cérebro junto?’
Resumindo, a busca de vantagens de escala e eficiência tirou a paixão dos funcionários, retirou o seu conhecimento do todo, sua responsabilidade e seu poder de opinar, criar, sugerir e tentar. Criou robôs que precisam ser gerenciados, não pensam por sí, apenas fazem pois vivem em uma cultura de gestão voltada para o medo.
Embora estejamos vivendo em um novo século com novos conceitos de negócios e valores completamente diferentes, ainda estamos sendo castigados pelos efeitos adversos de um modelo de gestão que foi inventado há aproximadamente cem anos. Funcionários indiferentes, incapacidade de inovação, organizações inflexíveis, porque então continuamos insistindo nos antigos métodos de gestão?
*Fonte: HAMEL, Gary – O Futuro da Administração, Campus 2008
Há algum tempo as empresas passaram a desacreditar no planejamento estratégico, em muitas organizações o departamento foi extinto. Alem de dedicar muito tempo e energia ao processo, a forma como vem sendo feito está se mostrando uma barreira à boa tomada de decisões. Na edição da HSM desse mês recebemos de presente um excelente artigo escrito por Keith McFarland, fundador e consultor da McFarland Strategy Partners e escritor do livro Empresa Extraordinária.
O que McFarland fez foi aplicar alguns conceitos dos programadores que desenvolvem softwares na construção de uma nova forma de realizar o planejamento estratégico. O processo de desenvolvimento de softwares é bastante similar, demanda soluções rápidas e a integração de sistemas cada vez mais robustos. É intrigante e também foi bem colocado pelo autor o fato de que enquanto os desenvolvedores de softwares repensaram o sistema e desenvolveram o Extreme Programing (XP) um processo de desenvolvimento rápido de aplicações, os formuladores de estratégias se dividiram entre os que desistiram da criação de estratégias e os que nada mudaram.
Na formulação do modelo de planejamento estratégico é preciso falar sobre 3 tópicos importantes:
• Modelo de Planejamento em Espiral
• Organizar em torno de Pessoas
• Não Há Fórmula Mágica
Vamos analisar cada um deles:
Modelo de Planejamento em Espiral
Segundo o autor, uma abordagem em espiral reconhece que as estratégias são mais efetivas quando a formulação e a implementação andam de mãos dadas, se as pessoas focarem uma vez por ano aquilo que conduz os negócios, as idéias estratégicas evoluirão de forma muito lenta, em dissonância com a velocidade do mercado. A abordagem diminui o abismo entre a estratégia e sua implementação. Em suma, o que precisa ser feito é um processo onde se possa reunir os tópicos em questão e lidar com eles, assim a estratégia não fica desatualizada.
Organizar em torno de Pessoas
Hoje o planejamento estratégico continua sendo determinado pelo topo, e as decisões, sendo tomadas por executivos que possuem altos cargos e salários mais altos ainda. Para McFarland, a melhor maneira de levar as pessoas da linha de frente e intermediária a compreender e abraçar a estratégia é envolvê-las em sua criação, ou seja, um dos pilares do Planejamento estratégico 2.0 seria o envolvimento de mais pessoas na elaboração do Plano. É imprescindível compreender que em um modelo em espiral, o mais valioso aprendizado ocorre quando as pessoas da linha de frente participam da formulação da estratégia e tentam executa-la.
Não Há Fórmula Mágica
Por último mas não menos importante, o autor diz que é necessário parar de procurar vantagens sustentáveis no longo prazo e criá-las em bases constantes. Como os desenvolvedores de softwares, estrategistas devem aprender a adicionar novos aspectos estratégicos (capacidades, idéias e ferramentas) de modo incremental.
O modelo de Planejamento Estratégico 2.0:
Basicamente ele é composto por quatro fases:
1. Definição dos Temas Estratégicos Imprescindíveis
Onde todos os participantes irão pensar quais momentos estratégicos a empresa esta vivendo e quais deles são imprescindíveis de serem abordados no planejamento. Nessa primeira etapa, o grupo formado por pessoas de todas as divisões irão determinar os temas estratégicos mais importantes para a empresa no momento.
2. Atualização do Pensamento Estratégico
Nessa fase, a empresa precisa atualizar seu pensamento estratégico dentro das áreas estratégicas determinadas anteriormente como imprescindíveis. O aprendizado mais importante acontece quando as pessoas circulam entre a formulação da estratégia e a implementação, testando suas hipóteses estratégicas com o que estão aprendendo na prática. Mesmo as idéias que parecem acertar diretamente o alvo têm de ser modeladas e remodeladas para refletir a realidade do mercado. No final de cada planejamento, os participantes criam e priorizam um conjunto de iniciativas estratégicas especificas e mensuráveis que poderiam fazer evoluir cada tema estratégico.
É então construído um plano de ação detalhado definindo os resultados mensuráveis que podem ser atingidos dentro dos próximos 90 dias.
3. Avaliação do Desempenho
Depois da segunda fase, o grupo passa a se reunir trimestralmente, por um dia, para avaliar o desempenho da empresa em comparação com os planos de ação do trimestre anterior. Os membros precisam identificar o que de mais importante aprenderão sobre a estratégia da organização desde o encontro anterior e sugerir como tais insights podem ser integrados a estratégia que esta em andamento.
Com esses insights é definido o plano de ação para o período seguinte.
4. Revisão Anual
Alem das três fases, o grupo precisa se reunir uma vez por ano, por aproximadamente três dias, para dar um passo atrás e revisar as definições estratégicas.
O processo de planejamento estratégico proposto pelo autor, se mostra flexível, participativo e com alto poder de execução, muito mais adaptado à realidade das empresas.
O planejamento estratégico está em colapso. Muitos executivos não acreditam mais nessa ferramenta. Será de se estranhar?
Vamos estender o ‘planejamento estratégico’ para o âmbito da gestão. Tentemos pensar em uma grande inovação, que tenha mudado a forma como vivemos e que tenha ocorrido nos últimos 30 anos. Difícil não é?
Eis aonde reside o problema. Estamos tratando de aperfeiçoar sistemas antigos, criados há décadas, limitados a idéias de Daniel McCallum, Frederick Winslow Taylor, Max Weber, Chester Bamard, W. Edwards Deming, Peter Drucker e nos demais “gurus da modernidade”.
Hamel nos mostra que a gestão moderna também detém o condão de fazer com que pessoas criativas, dogmáticas e de espírito livre adaptem-se à condições e regras, impondo disciplina às operações, ao passo que coloca em risco a adaptabilidade organizacional, multiplica o poder aquisitivo dos consumidores do mundo todo, mas também escraviza milhões em organizações hierárquicas quase feudais.
Não é de se estranhar então, que um artigo produzido por Michael C. Mankins e Richard Steele, para a “Harvard Business Review”, mostre relatos de executivos se perguntando se o planejamento estratégico tornou-se totalmente inútil. A pesquisa, feita com 156 grandes empresas, mostra que estas tomam apenas 2,5 decisões realmente importantes ao ano. Isso acontece porque os executivos não conseguem tomar decisões com a agilidade, a rapidez e a necessidade do mundo corporativo. A realidade das organizações mudou, o mundo mudou, a forma das pessoas pensarem mudou, mas a gestão continua a mesma de anos atrás.
Lembro um comentário feito por Gary Hamel em que ele diz que poderíamos imaginar Frederick Taylor olhando de seu paraíso bem organizado, e sorrindo afetuosamente para os seguidores do “Seis Sigma”, que continuam a espalhar sua mensagem. A única surpresa que Taylor teria hoje seria o fato de que os gestores do século XXI continuam atormentados pelos mesmos problemas que ocuparam sua mente inovadora cem anos antes. Poucos rituais de gestão que ocorrem hoje mudaram em relação aos que comandavam a vida corporativa há uma ou duas gerações.
Hamel nos dá uma brilhante explicação do que impede o rendimento das organizações, deixando claro que não é o modelo de planejamento estratégico ou de negócios, não é o modelo operacional ou a forma das decisões tomadas, mas, sim, o “modelo de gestão”.
O objetivo desse blog é congregar mentes pensantes, em especial aquelas que se vêem aprisionadas pela burocracia e pelo conservadorismo, que acreditam na inovação do sistema, sem o receio da perda do controle do poder, afinal, a vida corporativa não tem que ser tão desestimulante, já que os obstáculos existem para serem superados.
Este é um espaço para sonhadores, para o debate criativo de novos modelos e padrões de gestão eficiente.
Este é um blog para os executores da moderna gestão do sucesso.
Bem vindos os que acreditam e se dispõem a fazer algo realmente novo, além de tudo o que já foi feito e ainda existe!