DESalinhamento estratégico (2)

Vocês já pararam para pensar em como e porque se faz algum plano? Vamos tomar um exemplo do processo de planejamento de uma pessoa que decide fazer um regime.

0. Click inicial: Esse é o ponto 0, é quando a pessoa analisa que o atual estado das coisas não é o desejado.

1. Analise Ambiente Interno: Aqui a pessoa analisa seus pontos fracos e fortes como, por exemplo, que come muito doce após  o almoço ou que é ansioso etc..

2. Analise Ambiente Externo: Percepção dos fatores externos que a influenciam como: padrão de beleza da sociedade, falta de tempo, investimento necessário muito alto..

3. Objetivo: Depois de analisar os pontos fortes e fracos internos e perceber as oportunidades e ameaças do ambiente externo, é a pessoa determina um objetivo tangível e legítimo, aqui ela diz ‘vou perder 30 kilos’.

4. Plano: A partir do objetivo traçado a pessoa planeja como chegar lá. Entrar na academia, criar uma dieta, fazer um cronograma de atividades aeróbicas etc.

O que isso tem haver com a dificuldade de se fazer o alinhamento estratégico nas empresas? Tudo. Para aceitar um plano é muito importante que a pessoa passe por TODOS os processos acima. O que acontece na empresa? Ela chega a um funcionário que não teve o click, não sabe o que e porque acontece tal coisa e fala  “Agora nosso objetivo é esse e iremos por esse caminho por meio desse plano” ou seja, é falar para uma pessoa que não quer e nem pensa em fazer um regime que aquele agora é o plano dela e  ela deve segui-lo, como se espera que ela aceite esse plano? Não seria mais fácil convence-la mostrando a necessidade de chegar a tal objetivo e que seguindo esse plano é a forma mais eficaz? Sem passar por todo o processo ela só vai cumprir o que foi pedido por ser uma ordem, ela não vai abraçar o plano. Em pouco tempo o planejamento será esquecido pois ela não participou do processo, não entende porque deve ser seguido e dificilmente confia tanto na organização a ponto de simplesmente aceitá-lo e abraçar a causa.

O que significa? O processo de planejamento estratégico dever ser participativo, colaborativo, todos devem participar, todos os níveis. Primeiro que presidente dentro de sua sala de 400m² não entende a cabeça do seu cliente como o vendedor da base da pirâmide, o diretor não entende seus funcionários como o faxineiro que participa das conversas de corredores todos os dias. É claro que é preciso se criar um método para que não vire bagunça, mas o que é certo é que seria mais fácil alinhar o planejamento estratégico em toda a organização se os funcionários participassem da criação e pudessem criticá-la. A Cultura organizacional deve ser uma cultura de ‘comunidade’ e não de ditadura. Com todos ou pelo menos uma maior parte da organização participando dos processos decisórios, a empresa só teria a ganhar. Primeiro que a diversidade de idéias seria potencializada, segundo que ela teria maior empenho de seus funcionários na busca dos objetivos da empresa e terceiro que as pessoas passariam a vestir a camisa da empresa e a confiar mais nas decisões tomadas, se sentiriam parte do time.

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