Não imite, CRIE!

O Professor do MIT Sloan School of Management Arnoldo C. Hax apresentou a pouco tempo o seu chamado “Modelo Delta”, o modelo fala sobre a importância de se colocar o cliente no centro para a busca de diferenciação e valor e os perigos que uma organização corre ao imitar sua concorrência ao invés de focar em criar algo diferente.

Quantas organizações nós encontramos com algo substancialmente diferente? Querem um exemplo? A empresa southeast airlines foi uma das mais citadas no fórum mundial de liderança como exemplo de empresa que investe no desenvolvimento dos seus funcionários e por consequência, gera diferenciação da concorrência, vejam na prática:

Ao invés de se prender a IDÊNTICA forma de apresentar as saídas de emergência e medidas a serem tomadas em casos de emergência das companias aéreas, a southeast airlines não copiou, conseguiu inovar e criar uma experiência com o cliente! Fantástico não?

O que tiramos disso é: As empresas podem ao invés de tomar como objetivo vencer o adversário, criar estratégias focadas no cliente. Por melhor que seja a concorrência a chave é não imitá-la mas criar algo ORIGINAL, o segredo é a diferenciação, é isso que vai levar sua empresa a uma posição de sucesso.

O que me incomoda é ver que este conceito não apresenta nada de novo, a Teoria do Oceano azul, as estratégias de Porter, as disciplinas de Peter Senge, as idéias do Tom Peters, todos passam a mensagem sobre foco no cliente, diferenciação etc.. se é assim PORQUE AINDA NÃO INOVAMOS? Convido a todos que leram esse post a darem sua sugestão: Porque não encontramos tantas empresas que buscam esses diferenciais mesmo com tantas informações concretas sobre os benefícios de investir em inovação?.

Na minha opinião, as empresas não criam pela simples questão de ser mais fácil não ousar, é fácil permanecer na zona de conforto, diferenciar-se é difícil. Exige coragem, ousadia, planejamento, ação e é isso que nos leva a chegar nesses diferenciais.

9 comentários sobre “Não imite, CRIE!

  1. “PORQUE AINDA NÃO INOVAMOS?”

    Muitas empresas não seguem o caminho da inovação pelo medo natural do ser humano para com o desconhecido, o que é novo. Quantas coisas não deixamos de fazer ou fazemos com certo receio por não termos familiaridade com a situação? Enquanto o ser humano comum não puder sonhar, tudo que for novo lhe parecerá estranho até mesmo nocivo. Temos que estar abertos a novas idéias para um aperfeiçoamento interior, isso se refletirá no exterior na forma de uma empresa rica e longeva. “A mente que se abre a uma nova idéia, nunca retorna ao seu tamanho original”

    Rodrigo Baumann C. de Oliveira

  2. Acredito que está relacionado com a quebra de paradigmas! vivemos no mundo onde fazer o que o senso comum faz ou pensa é o certo. Por isso, as empresas acabam fazendo o “mais do mesmo”.

    Outro ponto é o medo das mudanças! Mudar é arriscado e sempre gera um desconforto. Mas quem não arrisca não cresce!

  3. Acredito que as empresas não usam essa estratégia pelo mesmo motivo que o Mário e Rodrigo explicaram, as empresas conseguem se firmar no nicho em que se encontram com as mesmas estratégias de sempre, talvez por esse conforto as empresas não queiram investir em criatividade para se diferenciarem do resto, e sim apenas para sobreviver como a grande maioria, tá dando lucro, tá bom, a inovação é umas das coisas que chama mais atenção nas pessoas, o rotineiro e o costume não deslumbram ninguém, a inovação é um caminho difícil, mas o resultado é maior, podendo fazer qualquer empresa se destacar no meio de muitas outras, diferenciem, inovem!

  4. A grande questão é ATÉ QUANDO AS EMPRESAS PODERÃO FICAR ACOMODADAS? Pensem em quantas padarias já nao quebraram com a chegada de uma concorrencia maior, quantas oficinas, mercados, lojas de bijuteria.. As empresas se acomodam e esquecem que no mundo de hoje se voce fechar os olhos para o futuro voce perde o lugar.. então chegamos na seguinte idéia: INOVAR ou QUEBRAR!

  5. A inovação parece muito com fogos de artifício. Primeiramente deve-se ressaltar a necessidade da manipulação e construção humana dos mesmos, não quero negar a mecanização da construção de fogos de artifício, mas a idealização de se unir estes componentes é atribuição humana, se cada elemento estivesse separado, seriam apenas atribuições básicas.
    Seria como se cada elemento não fizesse sentido sozinho. Outro aspecto importante é que estes elementos devem ser unidos em determinadas porções tendo como objetivo atingir algum resultado.
    Entretanto unidos estes elementos continuam sem efeito, incapazes de modificar qualquer estado da arte.
    Eles devem ser incitados por um elemento externo, o fogo.
    É ele que corroí o pavio, queimando durante seu caminho oxigênio, transformando-o em gás carbônico.
    O fogo é a liderança. Se a liderança não se mostra favorável a criação de um abiente de inovação, se é contrária e refratária dificilmente poderá surgir uma inovação.
    Para inovar, criar, temos que juntar elementos, esses são as pessoas, o fogo é o líder, ”o cabeça” da turma, temos tudo em nossa volta, inovar, criar, tudo depende de nós, tudo está no olhar de cada pessoa; Imitar é ficar parado no mesmo lugar, INOVAR, CRIAR isso é ir para frente, é ser o diferencial, não ter medo de arriscar.

    Bruno Gutemberg Ribeiro.

  6. Acredito que as empresas criem barreiras á inovação, devido ao meio que elas estão inseridas, elas se acomodam com o métodos utilizados pelo mercado e acreditam que aquele modo de agir é o certo. Há também uma grande falta de empreendedores no mercado brasileiro, isso influencia muito o processos que envolvem a organização. O professor Fernando Dolabela autor do livro “Oficina do Empreendedor” afirma que há uma falta de estímulo para que as pessoas se tornem empreendedores, por isso a falta de inovação no mercado. Outro ponto a ser mencionado é a dificuldade de modificar ou reestruturar a máquina organizacional, as empresas grandes encontram barreiras dentro da organização, desde ao modo de pensar dos funcionários à utilização de uma nova tecnologia. Falta um conjunto de fatores para que o meio e as organizações inovem e consquistem novos patamares no mundo empresarial.

    Felipe Carbonar
    Divisão de Programas de Promoção Comercial
    Ministério das Relações Exteriores

  7. Um dia ouvido o comentário de Max Gehringer na rádio CBN ele falava sobre cursos desnecessários para desempenho de determinadas funções. As empresas pedem cursos como de inglês e superior imaginando que o candidato faça uma carreira e possam assumir novos cargos. O que quero dizer é que quem não inova fica pra trás. O maior exemplo de empresa que investe tempo na inovação de seus funcionários é a Google.
    O link abaixo é de um vídeo do consultor Waldez Ludvig falando de inovação e criatividade: http://www.youtube.com/watch?v=gDJkbsfT55w

    Rodrigo Rego

  8. Concordo com você que esse conceito “inovar para sobreviver” não é nenhuma novidade. Mas é uma teoria “receita de bolo” como qualquer outra da ciência administrativa. Falar que precisa-se inovar para vencer é fácil. Ouvir isso é mais fácil ainda.
    O problema é a prática. Atire a primeira pedra quem um dia não achou mais fácil copiar uma idéia brilhante ao invés de quebrar a cabeça tentando pensar em algo à altura? Ser criativo não é nada fácil. Não é algo que se aprende numa cadeira de universidade.
    Mas é algo que talvez seria amenizado não fosse a cultura em que estamos inseridos. Nas nossas escolas não se ensina a pensar e refletir, muito menos a criar. Tudo o que se faz é socar um punhado de conteúdo dentro das nossas cabeças com a justificativa de que aquilo nos faz passar de ano. Somos mecanizados como um monte de ovelhas andando uma atrás da outra. Nascemos, crescemos e amadurecemos assim e, infelizmente, alguns de nós morremos assim. Essa mecanização não é algo que se possa ser evitado facilmente, pois ela está aí como uma mão invisível regendo toda uma sociedade.

    Mas o mundo nem sempre foi assim não. Caso contrário não haveria nomes tais quais Sócrates, Platão, Galileu ou Einstein. Mas a humanidade parece que caiu numa comodidade tal qual a massa não se dá mais o trabalho de pensar ou criar.
    Os que conseguem abrir os olhos e escapar dessa mecanização são os que se destacam. São os gênios de hoje que conhecemos. São os que saíram da zona de conforto e foram quebrar a cabeça para criar algo. Não é a toa que os cientístas e os administradores são os criadores mais visados quando da criação de algo inovador e extraordinário.

    Com essa reflexão, recomendaria a você a leitura de um livro chamado Ponto de Mutação (tem o filme também, mas o livro é mais completo).

    Gabriela Faula

  9. Muito obrigado pelos comentários e obrigado também pela indicação do livro Gabriela, vou dar uma olhada!

    Observando as respostas podemos chegar nos seguintes fatores que explicariam a resistência das empresas quanto a inovação:

    1. O Medo natural do ser humano com o desconhecido.
    2. O mercado passar a imagem ”mais do mesmo” é o certo.
    3. As empresas conseguem se firmar utilizando as mesmas estratégias de sempre.
    4. A Falta de um bom líder.
    5. Não é fácil ser criativo.
    6. Mecanização do conhecimento e do ‘pensar’.

    Vejam que nenhum desses fatores indica o comportamento natural de um empreendedor, o empreendedor sempre está em busca do desconhecido e do desafio. Ele também não se satisfaz com ‘mais do mesmo’ pois ‘mais do mesmo’ nunca traz grandes resultados. O empreendedor também não se limita a imitar as estratégias de seus concorrentes pois sabe que ela no máximo o levará ao mesmo patamar que ele e seu objetivo é superá-lo. Nem todo empreendedor é um bom líder mas todo empreendedor sabe mobilizar pessoas a atingir o resultado esperado nem que seja delegando a um líder. Não concordo que não seja fácil ser criativo, se voce passar 5 minutos com uma criança voce pode perceber isso, é uma questão de não limitar sua visão. A mecanização do pensar pode ser uma barreira mas pode sim ser ultrapassada.

    Todas os pontos são verdades e realmente acontecem diariamente, nossos empresários possuem medo de inovar, fazem mais do mesmo, são levados pela ‘mecanização do pensamento’ etc mas porque?

    Acredito que a causa para a falta de inovação nas empresas no Brasil esteja diretamente ligada ao perfil do empreendedor brasileiro. Nosso país possui em sua grande maioria empreendedores por necessidade e não por opção. São pessoas que abrem um empreendimento para sobreviver por não possuirem outra opção, então, como fazer essa pessoa inovar? Como fazer de alguem que não é um empreendedor nato a aderir os comportamentos necessários para se alcançar o sucesso?

    Vou tentar abrir discussões sobre isso nos próximos post’s até la sintam-se a vontade a discutir por aqui ou me mandem um e-mail com sugestões! postai.vinicius@gmail.com

    Obrigado !

    Abraços

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